Brasil
17/12/2007 - 18h45

Sem CPMF, comissão diz que readequação do Orçamento não é alarmante

ANA PAULA RIBEIRO
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente da comissão mista, senador José Maranhão (PMDB-PB), disse hoje que não haverá cortes aleatórios no Orçamento. Ele disse que mesmo com o fim da CPMF, os cortes serão menores por causa da reestimativa de receita do governo. "Não chega a ser alarmante, o problema é menor do que pensávamos."

O relator-geral do Orçamento, deputado José Pimentel (PT-CE), afirmou que pretende apresentar seu parecer em 5 de fevereiro de 2008. Segundo ele, o governo tem até lá para estudar os cortes de gastos necessários para compensar a perda de receita provocada pelo fim da CPMF.

Na semana passada, o Senado rejeitou a prorrogação da cobrança da CPMF --que injetaria R$ 40 bilhões nos cofres públicos só em 2008. Pimentel disse que seu objetivo é votar a nova proposta de Orçamento em 11 de fevereiro.

Para adequar o Orçamento de 2008 à nova estimativa de receita, eles se reuniram hoje com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e com os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Ellen Gracie, e do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Raphael de Barros Monteiro Filho. Segundo ele, haverá cortes em todos os Três Poderes.

"Quando eu digo que os Três Poderes terão corte, digo que tudo está sendo discutido, exceto as matérias de caráter constitucional", afirmou Pimentel.

Maranhão disse que a comissão não trabalha com um cenário de aumento de impostos. "Não queremos criar nem aumentar imposto nenhum."

Bernardo disse que o governo ainda está decidindo o que fazer e disse que a proposta de medidas compensatórias para o fim da CPMF será definida nesta quarta-feira em reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a equipe econômica.

O ministro admitiu que uma das possibilidades é cortar parte das emendas coletivas, que somam R$ 12 bilhões.

O ministro reiterou que o governo não mexerá na meta de superávit primário e nem retirará recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e de programas sociais.

Emendas

É no Orçamento do Legislativo que está a maior margem para o governo conseguir compensar a perda de R$ 40 bilhões da CPMF sem reduzir os gastos com programas sociais e investimentos prioritários.

O relatório de receitas com que a comissão trabalha foi elevado em R$ 21,8 bilhões em relação ao previsto na proposta orçamentária, enviada no final de agosto ao Congresso Nacional. Desse total R$ 12 bilhões já estão comprometidos com emendas parlamentares e outros R$ 6 bilhões em transferências constitucionais para Estados e municípios.

"Essa reestimativa não virou reserva. Para que eu possa lançar mão disso eu tenho que discutir com os parlamentares", afirmou Bernardo.

Comentários dos leitores
T. Morimoto (235) 24/09/2008 00h00
T. Morimoto (235) 24/09/2008 00h00
À folha Online e ao UOL: Peço obséquio de colocar novamente em destaque, pra discussão, o famigerado CSS/CPMF. Estão esquecendo disso!!! As eleições só interessam pra políticos, pois seja quais forem os eleitos, tudo vai continuar como antes. Nem adianta discutir política, porque, "SEMPRE CADA POVO TERÁ O GOVERNO QUE MERECE". Mas, tributos, seja a que título for, interessa sim, a todos consumidores finais (todos nós), porque virão embutidos nos preços finais de tudo. Os ricos, nem vão se importar em pagar isso, mas os pobres sofrerão, pois pagarão os mesmos preços que os ricos (consumidores finais). sem opinião
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Cícero Ferreira (5) 13/09/2008 23h06
Cícero Ferreira (5) 13/09/2008 23h06
Esse caso de invasão de privacidade no STF NÃO SERIA um desvio do foco da prisão e do HABEAS CORPUS dado ao Sr Daniel Dantas? Acho que até a imprensa caiu no conto do vigário: lamentável. sem opinião
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Cícero Ferreira (5) 12/08/2008 18h08
Cícero Ferreira (5) 12/08/2008 18h08
Houve uma luta tão grande pela democracia: derramamento de sangue, apelos â imprensa,etc. Muitos que foram exilados ou posso dizer, todos, retornaram ao País com o fim da ditadura, assumiram o governo e praticaram uma verdadeira carnificina. Quantos inocentes morreram na miséria, na pobreza, principalmente, antes do governo LULA, ou seja, desde 1988 até o governo de Fernando Henrique Cardoso. Vejam, todos que se diziam democráticos, se utilizaram desse nome para se envolver em corrupções, máfia, milícias, etc, ou seja, além de usar de manhas e artimanhas para se elegerem, se utilizam de barganhas para se beneficiarem diante pessoas inocentes, ignorantes, sem conhecimento de causa. Existem um verdadeiro "MAR DE LAMA", infelizmente, nos tres poderes, porquanto esse alicerce foi abalado pela invasão de corruptores e corruptos que pouco estão se importando o q a imprensa irá divulgar, na certeza da impunidade para os de grande poder aquisitivo. Onde está o princípio da igualdade? Vejam, hoje, a violência aumentou assustadoramente. Tem gente morrendo como morre um inseto. O ser humano perdeu o seu devido valor. Façam uma enquete sobre o percentual de simpatizantes querendo a volta do antigo regime e tire suas conclusões. Assessores do Daniel Dantas disse na gravação q o problema não está no STJ ou no STF, mas sim, na 1ª instância. A quem podemos apelar? A quem podemos confiar? Creio q o Poder Judiciário já foi abalado, perdeu sua credibilidade. Fica aí a minha indignação. Obrigado 13 opiniões
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