Brasil
17/12/2007 - 19h35

Oposição ameaça votar DRU somente em 2008 se governo recriar CPMF

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A oposição ameaça deixar para o ano que vem a votação da DRU (Desvinculação das Receitas da União) se o governo federal insistir no lançamento de um pacote de medidas na área fiscal para compensar as perdas da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que não haverá acordo para a quebra do prazo de votações entre o primeiro e o segundo turno da DRU caso o governo insista na recriação da CPMF ou no aumento de impostos federais.

"A quebra de interstício do segundo turno não está garantida. Queremos conversar com os líderes do governo para saber qual é o ânimo. Se o ânimo do governo for o aumento de impostos, a conversa vai ser difícil. Com ameaças, não se constrói o acordo", afirmou.

A votação em segundo turno da DRU --mecanismo que autoriza o governo a gastar livremente 20% das receitas vinculadas, aquelas com destinação obrigatória-- está marcada para quinta-feira, um dia antes de terminar o prazo de cinco sessões para a tramitação entre o primeiro e o segundo turno --chamado de interstício.

O prazo entre uma votação e outra é de cinco dias, além de outras três sessões plenárias para a discussão da matéria. A oposição ainda poderá apresentar emendas de redação ao texto da DRU, o que obriga o seu retorno para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) --que terá o prazo de cinco sessões para analisar as emendas.

"Se o governo insistir com o pacote, não haverá quebra de interstício. Assim a votação da DRU ficará claramente comprometida", afirmou.

O líder disse esperar que o governo não tente compensar a perda estimada de R$ 40 bilhões da CPMF com o aumento de impostos. Agripino afirmou que, se o governo insistir na recriação da CPMF ou no aumento da alíquota de impostos, vai discutir com a bancada a possibilidade do voto contrário à DRU.

Emendas

O senador defendeu que as emendas parlamentares coletivas não sofram cortes na reestimativa do governo federal para o Orçamento de 2008 --que tem como objetivo compensar as perdas da CPMF.

"As emendas podem ser discutidas em um segundo momento. O dinheiro que contempla a alguns, também deve contemplar a outros. Quanto se liberou de emenda para o PT e o PMDB nos últimos meses? Vai se penalizar agora com o dinheiro do povo as emendas da oposição?", questionou Agripino.

Comentários dos leitores
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Cícero Ferreira (4) 12/08/2008 18h08
Houve uma luta tão grande pela democracia: derramamento de sangue, apelos â imprensa,etc. Muitos que foram exilados ou posso dizer, todos, retornaram ao País com o fim da ditadura, assumiram o governo e praticaram uma verdadeira carnificina. Quantos inocentes morreram na miséria, na pobreza, principalmente, antes do governo LULA, ou seja, desde 1988 até o governo de Fernando Henrique Cardoso. Vejam, todos que se diziam democráticos, se utilizaram desse nome para se envolver em corrupções, máfia, milícias, etc, ou seja, além de usar de manhas e artimanhas para se elegerem, se utilizam de barganhas para se beneficiarem diante pessoas inocentes, ignorantes, sem conhecimento de causa. Existem um verdadeiro "MAR DE LAMA", infelizmente, nos tres poderes, porquanto esse alicerce foi abalado pela invasão de corruptores e corruptos que pouco estão se importando o q a imprensa irá divulgar, na certeza da impunidade para os de grande poder aquisitivo. Onde está o princípio da igualdade? Vejam, hoje, a violência aumentou assustadoramente. Tem gente morrendo como morre um inseto. O ser humano perdeu o seu devido valor. Façam uma enquete sobre o percentual de simpatizantes querendo a volta do antigo regime e tire suas conclusões. Assessores do Daniel Dantas disse na gravação q o problema não está no STJ ou no STF, mas sim, na 1ª instância. A quem podemos apelar? A quem podemos confiar? Creio q o Poder Judiciário já foi abalado, perdeu sua credibilidade. Fica aí a minha indignação. Obrigado sem opinião
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SAO PAULO / SP
Caros,
Solicito a ampliação da matéria sobre os vice-prefeitos da cidade, incluindo TODOS os partidos que participam das eleições e não somente alguns partidos. Faz parte da democracia ouvir todas as propostas e conhecer todas as forças políticas.
Cristiane
sem opinião
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Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
Cícero Ferreira (4) 18/07/2008 19h20
A maior injustiça é a desigualdade de tratamento as pessoas que cometem crimes, pois não existe seriedade quando se trata de punição a pessoas com poder aquisitivo alto, porquanto a lei é prevista para todo mundo independente de status social, mas o que se tem visto é um verdadeiro mar de lama em todos os segmentos no que diz respeito aos três poderes. Infelizmente existem semi-deuses da terra que não são imparciais nas suas decisões. Apelam para o lado pessoal e que muitas pessoas são execradas e rechaçadas por uma sociedade corrupta e podre e como já dizia, na década de 40, o Presidente Francês De Gaulle:"O brasil não é um País sério". Será que ele tinha razão? 13 opiniões
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