Haddad diz que extinção da CPMF vai exigir "engenharia" da equipe econômica
da Agência Folha, em Curitiba
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje que a derrubada da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) vai exigir uma "engenharia" da equipe econômica para "tentar acomodar os programas sociais e o equilíbrio fiscal".
Em Curitiba, onde anunciou investimentos federais na área de ensino, Haddad disse que a CPMF deveria ter sido prorrogada por ser um tributo "leve e bom". "Bom porque não há sonegação. E leve porque é [incidente sobre] 0,38% da movimentação financeira."
Ele disse esperar que a solução a ser encontrada pela equipe econômica para cobrir a ausência da CPMF mantenha os programas da educação "nos ritmos que estão hoje".
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que acompanhava Haddad, disse que a extinção da CPMF foi uma "vitória da irracionalidade porque vai favorecer os sonegadores e os lavadores de dinheiro".
O Senado rejeitou a prorrogação da cobrança da CPMF na madrugada da última quinta-feira. O governo precisava de pelo menos 49 favoráveis à emenda constitucional, mas apenas 45 senadores votaram a favor da medida e 34 contra. A contribuição --que deixará de ser cobrada a partir de 1º de janeiro-- renderia uma arrecadação de R$ 40 bilhões em 2008.
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