Geddel ignora acordo para encerrar greve de fome e promete retomar transposição
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ignorou as negociações do Planalto com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para encerrar a greve de fome do bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, 61, e anunciou que pretende "levar adiante" a partir de amanhã a execução das obras de transposição do rio São Francisco.
O anúncio de Geddel ocorre depois do STF (Supremo Tribunal Federal) suspender a liminar que suspendia as obras de transposição do rio São Francisco. D. Cappio --que jejua há 22 dias em protesto contra a transposição-- havia sinalizado suspender a greve de fome se o Supremo mantivesse a paralisação das obras.
O ministro evitou polemizar a decisão do STF. "A decisão do Supremo não significa vitória de ninguém sobre ninguém."
Segundo Geddel, o governo já pretende anunciar amanhã o lote da primeira licitação das obras do rio.
Geddel admitiu que a suspensão das obras com base em tutela concedida pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região já atrasou o cronograma previsto pelo governo. "Já atrasou, mas com a decisão do STF teremos tranqüilidade para retomar as obras", afirmou.
O ministro disse esperar que d. Cappio interrompa a greve de fome e que o governo vai atuar para que o protesto não tenha um desfecho trágico. "Todos os homens de boa vontade vão trabalhar para que isso não aconteça. Eu acho que o Estado não pode estar sujeito a esse tipo de pressão por mais comovente que seja", afirmou.
Segundo o ministro, o governo não poderá recuar das obras no São Francisco em conseqüência da greve de fome do bispo. "Os governos não existem para serem unânimes, mas legítimos, sem estar sujeito a posições imperativas."
Acordo
Segundo reportagem da Folha, em reunião no final da noite de ontem, representantes do governo federal e da Igreja Católica costuraram uma proposta para colocar fim ao jejum do bispo.
Pela proposta, o religioso encerraria a greve de fome, diante de uma paralisação de pelo menos dois meses das obras de transposição do rio São Francisco. A questão será apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao bispo.
Decisão
O ministro Carlos Alberto Menezes Direito, do STF, concedeu esta manhã liminar liberando as obras de transposição do rio São Francisco. A decisão do Supremo foi uma resposta ao pedido de liminar ajuizado pela União, por meio de seu advogado-geral, José Antonio Dias Toffoli.
O advogado, no pedido, ressaltou a competência do plenário do Supremo para julgar ações que discutam o projeto do rio São Francisco.
O TRF da 1ª Região havia concedido uma tutela antecipada suspendendo as obras.
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Especial


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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
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