Ator Osmar Prado defende d. Cappio; Letícia Sabatella chora com decisão do Supremo
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Um grupo de manifestantes contrário à transposição do rio São Francisco fez uma série de protestos nesta quarta-feira, no Congresso Nacional, em busca de apoio dos parlamentares contra a retomada das obras. O grupo se reuniu com o presidente do Senado, Garilbaldi Alves (PMDB-RN), para pedir que o Congresso intervenha nas negociações com o governo federal.
Os manifestantes esperam que a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, sensibilize as autoridades a paralisar imediatamente as obras de transposição. "O jejum é a única forma dele [d. Cappio] chamar atenção, assim como Mahatma Gandhi fez. Eu também faria, se necessário. Só assim, em perigo de morte, pode fazer alguma discussão, algum questionamento sobre a obra", disse o ator Osmar Prado.
Na opinião do ator, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai trabalhar pelo fim da greve de fome do bispo porque não deseja "um cadáver sobre a transposição".
A atriz Letícia Sabatella, que acompanha o grupo nos protestos, saiu em defesa da greve de fome de Cappio.
"Ele é um homem extremamente sério, dos mais elevados princípios, conhece muito bem os ribeirinhas e quilombolas. Essa medida [greve de fome] não é radical, é a única forma de estarmos hoje discutindo essa questão", disse Sabatella.
O grupo também realizou protestos nesta manhã em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), no momento em que o órgão julgava a concessão de liminar para a retomada das obras. O plenário do STF seguiu a decisão do relator Carlos Alberto Menezes, que concedeu liminar liberando as obras de transposição.
O grupo se mostrou frustrado com a decisão do tribunal, já que o bispo havia prometido encerrar a greve de fome se a Justiça mantivesse as obras suspensas. Letícia Sabatella chegou às lágrimas no momento em que recebeu a notícia de que o STF autorizou a retomada das obras. "Temos que pedir para o governo sensibilidade para as causas dos movimentos sociais", afirmou a atriz.
Suspensão
A decisão do Supremo foi uma resposta ao pedido de liminar ajuizado pela União, por meio de seu advogado-geral, José Antonio Dias Tóffoli. O advogado, no pedido, ressaltou a competência do plenário do Supremo para julgar ações que discutam o projeto do rio São Francisco.
O TRF da 1ª Região havia concedido uma tutela antecipada suspendendo as obras. Segundo reportagem da Folha, em reunião no final da noite de ontem, representantes do governo federal e da Igreja Católica costuraram uma proposta para colocar fim ao jejum de Cappio.
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Especial


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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
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