D. Cappio desmaia ao saber da decisão do Supremo de liberar transposição
da Folha Online
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, 61, desmaiou hoje logo depois de saber da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar as obras de transposição do rio São Francisco. D. Cappio está em greve de fome há 22 dias contra as obras.
Como seu corpo apresentou sinais de debilidade, ele foi aconselhado por amigos a encerrar o protesto. D. Cappio havia sinalizado a intenção de encerrar o protesto caso o Supremo mantivesse a decisão que suspendeu as obras de transposição.
Segundo assessores de movimentos que apóiam o jejum de d. Cappio, ele estava redigindo um documento para comentar a decisão do Supremo quando passou mal. No documento, o bispo dizia que sentia "um desalento muito grande"
De acordo com os assessores, d. Cappio dizia ainda que "esse sentimento era resultado de sua esperança no Judiciário, já que ele não contava mais com o Executivo" para negociar o projeto de transposição do São Francisco.
Os assessores informaram que d. Cappio foi atendido por médicos e está descansando. Quando acordar, ele deve concluir a nota e informar se suspenderá ou não a greve de fome.
De acordo com eles, o bispo não gostou da proposta feita pelo governo para encerrar a greve de fome. D. Cappio considerou serem as mesmas promessas feitas em 2005, e não cumpridas.
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A observação do Eng. Paulo Bezerril Jr. citando outras fontes de recursos hídricos para o Nordeste como inviáveis não passa de uma retórica de um discurso eloqüente de muitos políticos bizarros para enganar a população desinformada do país. Uma simples opinião sem fundamentos técnicos e sem o conhecimento dos projetos que estão em andamento no semi-árido e já com tecnologia desenvolvida e comprovada. Até parece aquela história de quem ouviu o galo cantar mais não sabe aonde.
As três fontes alternativas indicadas em todos os trabalhos técnicos para o abastecimento principalmente da população difusa 5.712.160 habitantes (Censo IBGE 2001) da população rural dos quatro estados são: a captação de água de chuva em cisternas; as barragens subterrâneas para consumo humano e animal e para agricultura familiar, (onde se consegue até duas colheitas por ano em regiões onde às vezes durante 2 a 3 anos não se conseguia colher uma espiga de milho); e a dessalinização de poços do cristalino onde o índice de sal é impróprio para consumo humano. A informação passada pelo Bezerril Jr. e do tipo ouvi dizer, provavelmente ele não conhece nada sobre o semi-árido do Nordeste do Brasil.
Trazer à tona um assunto tão importante que é solução técnica de purificação da água dos poços do cristalino rejeitada pela contrapartida de que a dessalinização da água salgada é um processo altamente poluente e muito caro não passa de um mito, hoje se consegue 0,25 US$/m3 de água dessalinizada
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A idéia é aproveitar os mais de 400 dessalinizadores espalhados no Estado, na sua maioria desativados, deixando comunidades inteiras sem a única fonte de água potável existente. Com a recuperação das usinas as populações locais terão uma nova alternativa de renda.
No Sertão do Seridó, no Rio Grande do Norte em Caatinga Grande, um assentamento da reforma agrária feito em 1989, perto do pequeno município de São José do Seridó, a quase 300 km de Natal, capital do Estado, é um modelo de desenvolvimento que vai servir como vitrine para tecnologias inovadoras e ao mesmo tempo simples de desenvolvimento social e econômico, o Programa Água Doce. O projeto-piloto servirá de modelo para mais 10 Estados do país.
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O sistema é simples, a água potável do dessalinizador vai para uma caixa d´água que abastece a comunidade, e a água residual vai para dois tanques onde é feita a criação de tilápia rosa, variedade híbrida do gênero Oreochromis, um peixe resistente e que gosta de águas com alto conteúdo mineral. Ao lado destes tanques tem um terceiro, para onde vai à água já servida pelos peixes, rica em minerais e em matéria orgânica. Esta água, com grande potencial de poluição, é usada para irrigar uma área plantada com erva sal (Atriplex nummularia), um arbusto forrageiro de origem australiana, que gosta de sal e serve como complemento alimentar para ovelhas e cabras criadas na região.
O NORDESTE TEM SOLUÇÃO É SÓ TER VONTADE POLITICA, e políticos "honestos".
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