Governo rejeita proposta de suspender transposição para encerrar jejum, diz CNBB
da Folha Online
Fracassaram as negociações entre o governo e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para encerrar a greve de fome do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, 61. O protesto do bispo contra as obras de transposição do rio São Francisco completa 22 dias hoje.
Em nota, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, informa que o governo não aceitou a proposta de suspensão por dois meses da obra. A resposta foi dada por telefone pelo chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, por volta das 17h.
De acordo com a CNBB, a proposta de suspender as obras por dois meses apareceu na reunião de ontem à noite entre Carvalho e o representante de dom Cappio, Roberto Malvezzi e técnicos da ANA (Agência Nacional da Água) e do Ministério da Integração Nacional.
Em nota, a CNBB informa que não foi possível ouvir a resposta de d. Cappio, que desmaiou hoje após saber da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de permitir a retomada das obras de transposição do São Francisco. D. Cappio foi atendido pelo médico que o acompanha, frei Klaus Finkam, e está em repouso.
O Planalto já havia sinalizado que não estava disposto a aceitar o acordo. O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) anunciou que pretende "levar adiante" a partir de amanhã a execução das obras de transposição do rio São Francisco.
Geddel afirmou que o governo já pretende anunciar amanhã o lote da primeira licitação das obras do rio. O ministro evitou polemizar a decisão do STF. "A decisão do Supremo não significa vitória de ninguém sobre ninguém."
Desmaio
D. Cappio havia sinalizado a intenção de encerrar o protesto caso o Supremo mantivesse a decisão que suspendeu as obras de transposição.
Segundo assessores de movimentos que apóiam o jejum de d. Cappio, ele estava redigindo um documento para comentar a decisão do Supremo quando passou mal. No documento, o bispo dizia que sentia "um desalento muito grande"
De acordo com os assessores, d. Cappio dizia ainda que "esse sentimento era resultado de sua esperança no Judiciário, já que ele não contava mais com o Executivo" para negociar o projeto de transposição do São Francisco.
Os assessores informaram que d. Cappio foi atendido por médicos e está descansando. Quando acordar, ele deve concluir a nota e informar se suspenderá ou não a greve de fome.
De acordo com eles, o bispo não gostou da proposta feita pelo governo para encerrar a greve de fome. D. Cappio considerou serem as mesmas promessas feitas em 2005, e não cumpridas.
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Especial


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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
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