D. Cappio é internado após desmaio; família quer fim da greve de fome
da Folha Online
O bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, 61, será internado hoje num hospital de Petrolina (PE), segundo seus familiares. Ele desmaiou hoje logo depois de ser informado da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de liberar a retomada das obras de transposição do rio São Francisco. O bispo está em greve de fome há 22 dias em protesto contra a transposição do rio.
De acordo com o boletim médico, d. Cappio está "está semiconsciente e com estado geral comprometido". "Ele será internado, por determinação minha para evitar possíveis danos permanentes", diz boletim do médico Klaus Finkam, que o acompanha.
Apesar do desmaio, a Articulação São Francisco Vivo informou que o bispo ainda não decidiu se vai suspender a greve de fome. De acordo com a entidade, a continuidade do jejum será decidida por d. Cappio assim que ele restabelecer a "plena consciência".
No entanto, familiares de d. Cappio querem que ele suspenda imediatamente a greve de fome. O juiz Luís Roberto Cappio Guedes Pereira, 39, sobrinho do bispo, disse para a Folha Online que o tio "não tem mais condições de prosseguir com o jejum".
"Vou fazer com que ele suspenda [a greve de fome]", disse ele ao telefone. "Vamos colocar um ponto final nessa história."
Para o sobrinho do bispo, o jejum deve ser abandonado mesmo que o tio se restabeleça fisicamente. "Vou me reunir com a família para discutir o assunto. Precisamos demovê-lo dessa idéia agora e para sempre."
Acordo
Fracassaram as negociações entre o governo e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para encerrar a greve de d. Cappio. Em nota, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, informa que o governo não aceitou a proposta de suspensão por dois meses da obra. A resposta foi dada por telefone pelo chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, por volta das 17h.
De acordo com a CNBB, a proposta de suspender as obras por dois meses apareceu na reunião de ontem à noite entre Carvalho e o representante de dom Cappio, Roberto Malvezzi e técnicos da ANA (Agência Nacional da Água) e do Ministério da Integração Nacional.
O Planalto já havia sinalizado que não estava disposto a aceitar o acordo. O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) anunciou que pretende "levar adiante" a partir de amanhã a execução das obras de transposição do rio São Francisco.
Geddel afirmou que o governo já pretende anunciar amanhã o lote da primeira licitação das obras do rio. O ministro evitou polemizar a decisão do STF. "A decisão do Supremo não significa vitória de ninguém sobre ninguém."
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Especial


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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
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