Presidente Lula adia decisão sobre tributos para janeiro
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva adiou para o próximo ano a adoção de medidas para cobrir o rombo de R$ 38 bilhões com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), determinou que elas devem se concentrar em cortes de gastos, mas não descartou reservadamente um aumento de alíquotas de tributo, informa nesta quinta-feira reportagem da Folha (íntegra disponível somente para assinantes do jornal e do UOL).
Segundo a reportagem, a decisão do presidente tem como objetivo acalmar o mercado financeiro e evitar medidas que sejam consideradas um pacote de maldades do governo no final do ano.
A Folha informa ainda que Lula disse que não vai propor a recriação da CPMF nem quer tratar de novos tributos. Segundo ele, ficou claro que o governo não tem maioria constitucional para adotar tal medida.
O presidente se reuniu na manhã de ontem com sua equipe econômica, quando ordenou que os primeiros estudos se concentrem em cortes de gastos. Depois, quer uma reavaliação do comportamento das receitas em 2008.
Lula determinou que os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) preparem um estudo detalhado sobre os eventuais cortes que devem ser efetuados na proposta orçamentária de 2008. Os cortes deverão ser anunciados até fevereiro --quando o Orçamento Geral da União deve ser votado no Congresso.
"Teremos um final de ano tranqüilo, sem sobressaltos, sem pacote e sem medidas de corte", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "O empresariado pode aproveitar tranqüilo o Natal e o Ano Novo", ressaltou.
Por cerca de duas horas, o presidente se reuniu ontem, no Palácio do Planalto, com os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Guido Mantega, Paulo Bernardo e Miguel Jorge (Desenvolvimento), além do líder do governo no Senado.
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