Lula descarta ceder à greve de fome de d. Cappio
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, durante café da manhã com jornalistas, que não vai ceder aos apelos do bispo de Barra (BA), d. Luiz Flávio Cappio, para suspender as obras de transposição do rio São Francisco. Lula afirmou que o governo "não pode ceder" à greve de fome do religioso, mesmo com riscos à sua saúde.
"Se o Estado cede, o Estado acaba. E o Estado precisa funcionar", afirmou. Lula disse esperar que autoridades da Igreja Católica convençam o bispo a encerrar o jejum, a exemplo do que ele próprio fez na década de 80 --quando disse que realizou uma greve de fome na carceragem de São Paulo, mas interrompeu a ação depois de ser convencido por d. Cláudio Hummes (bispo de Santo André na época e hoje "ministro" do papa no Vaticano).
"Eu aprendi com os meus companheiros da Igreja Católica que só Deus dá e tira a vida. A Igreja não se mete em questões técnicas. Espero que ele [Cappio] tenha juízo", disse.
Lula considerou as obras de transposição do rio São Francisco o projeto "mais humanitário" do governo. O presidente não hesitou em afirmar que, entre ao bispo e a execução do projeto, vai mandar prosseguir as obras de transposição. "Entre a greve de fome e milhões de nordestinos que serão beneficiados, eu fico com os 12 milhões."
O presidente disse que "só quem carregou lata d'água na cabeça e viu sua cabritinha morrer' --como ele próprio em sua infância-- sabe o que é o problema da seca no Nordeste. Segundo Lula, o projeto de transposição poderá ajudar a encerrar a "indústria do caminhão pipa" no Brasil.
Descontração
Lula participou esta manhã, no Palácio do Planalto, de café da manhã de fim de ano com jornalistas. À vontade, o presidente brincou ao lembrar de sua greve de fome na década de 80. "Eu sei o que é greve de fome, dá uma fome danada."
Ele demonstrou estar tranqüilo, mesmo com a derrota da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) na semana passada. Durante a conversa, Lula não deixou de tomar café e aproveitou para fumar uma cigarrilha --hábito que mantém há vários anos. Ao ser questionado sobre a derrota da CPMF, ele disse que os jornalistas "estão mais nervosos do que ele".
O presidente não escondeu o fato de estar ansioso pela chegada das festas de fim de ano ao afirmar que "só pensa no Natal e no Ano Novo" daqui para frente. Lula também reclamou do fato de o presidente da República não ter direito a férias, mas não descarta tirar uns dias de recesso em janeiro de 2008.
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Especial


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Agora isso não vai acontecer, quem não abre mão de ter as relatorias e de controlar a "prisidença" do Senado? Outro caminho seria o TCU ou a polícia federal. Qualquer um chega as mesmas conclusões:
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"- O seu dinheiro é a nossa energia!!"
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