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Brasil
22/12/2007 - 10h07

Estado de São Paulo terá Orçamento de R$ 97 bi em 2008

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CATIA SEABRA
da Folha de S.Paulo

Num dia marcado por intensa negociação de emendas, a Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou ontem, por 66 votos a 21, o Orçamento do ano que vem, com previsão de receita de R$ 96,8 bilhões.

Às vésperas do Natal --e do encerramento da execução do Orçamento deste ano--, a votação foi antecedida pela assinatura de convênios apadrinhados por parlamentares. Sem a viabilização dos convênios, não há como garantir que sejam executadas no ano que vem.

"Hoje, assinamos mais de 60 convênios. Ontem, passaram de 100. Houve uma intensificação de outubro para cá porque não acreditavam que seria realizado", disse o líder do governo, Barros Munhoz (PSDB).

Segundo dados do próprio governo, só na quinta-feira, a Casa Civil celebrou 95 convênios, atendendo a 77 municípios, no total de R$ 18 milhões. Ao longo de todo o ano, até 21 de novembro, última data de celebração, a Casa Civil tinha assinados 205 convênios num valor de R$ 24,5 milhões. Um único dia correspondeu a quase o montante de todo um ano.

No dia 21, o Planejamento assinou 12 convênios, num total de R$ 18 milhões. Até o dia 21 de novembro, 105 convênios, num total de R$ 63,3 milhões.

Uma das negociações entre a liderança de governo e o secretário de Planejamento, Francisco Vidal Luna, foi a destinação de R$ 25 milhões para o Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual (IAMSPE).

O deputado Enio Tatto (PT) foi informado sobre a assinatura de convênio atendendo uma de suas emendas na secretaria dos Esportes. "Eles só liberaram 40% das emendas. Mas o Serra pelo menos libera alguma coisa. O Alckmin nem liberava", reconheceu Tatto.

Para azeitar a aprovação do Orçamento, o relator, Samuel Moreira (PSDB), destinou R$ 186 milhões para o atendimento de emendas individuais, R$ 2 milhões para cada um. Outros R$ 214 milhões serão endereçados a reivindicações regionais. Além disso, Moreira reservou R$ 120 milhões para o atendimento de emendas que, por problemas burocráticos, não foram executados este ano.

A sessão foi palco de tensão entre oposição e governistas. Após uma série de reuniões, o PT concordou com a redução do tempo de discussão, desde que os parlamentares votassem um a um pontos polêmicos.

Para contemplar as reivindicações, Moreira ampliou o Orçamento em R$ 1,670 bilhão. A previsão de gastos --de R$ 96,8 bilhões-- é 14% maior que o Orçamento deste ano.

A estimativa de investimentos é de R$ 12,1 bilhões. O texto prevê receita de R$ 1,9 bilhão saída de empréstimos e outro R$ 1,1 bilhão proveniente de venda de bens.

A Secretaria de Educação é contemplada com R$ 13,7 bilhões, a de Saúde, com R$ 9,3 bilhões, e a de Segurança Pública, com R$ 8,7 bilhões.

Comentários dos leitores
Marcio Marques Alves (41) 17/12/2009 22h01
Marcio Marques Alves (41) 17/12/2009 22h01
Olha só o PSDB, querendo voar com suas próprias asas! O FHC, não tem medo de o partido dele ficar isolado?! Quem não se lembra, deve recorrer aos livros de história, pois a história se repete. Com a quebra do acordo dos coronéis do "Café com Leite", Minas se viu desprestigiada e resolveu participar do Golpe de 30. Esse negócio de passar a mão na cabeça do bom moço, que tomou a decisão certa, dá um ar de que tudo: "Acaba bem quando termina bem" - para o PSDB, é claro - mas vai saber o que Aécio está sentido nesse momento? Alívio?! Amargura?! É claro que ele é uma pessoa equilibrada, mas já é a segunda vez que ele é postergado como candidato e na minha opinião, estão fazendo ele de moleque. É um desrespeito imenso para com um homem que fez muito pelo seu partido. sem opinião
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Valaci Valaci (23) 17/12/2009 21h37
Valaci Valaci (23) 17/12/2009 21h37
A CORRIDA PRESIDENCIAL SEM AÉCIO NEVES FICA POBRE E ORFÃ DA ÉTICA, RESPEITO E MORAL.
Ainda há tempo para o PSDB fazer a escolha certa: Aécio 2010.
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Allan D (1) 17/12/2009 21h31
Allan D (1) 17/12/2009 21h31
Caro Adilson Ribeiro,
Voce se esqueceu que se não fosse a privatização da telefonia voce jamais teria o celular que voce tem no bolso e ainda, pagou provavelmente em 12 vezes fixas, graças ao plano real.
Precisa privatizar mesmo, assim não ficam um bando de politicos mamando nas tetas das estatais como faz o Dilmao na Petrobras, além de outros petistas e pemedebes.
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