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Brasil
23/12/2007 - 09h29

Arcebispo emérito de Aparecida, d. Aloísio Lorscheider, 83, morre no RS

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da Folha Online

Morreu na madrugada deste domingo o cardeal d. Aloísio Lorscheider, 83, arcebispo emérito de Aparecida (167 km a nordeste de São Paulo) e ex-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). De acordo com boletim do hospital São Francisco, ele morreu em função de falência múltipla dos órgãos.

Ele estava internado no hospital desde 28 de novembro. Seu estado de saúde piorou e foi considerado grave no último dia 11, quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral).

Divulgação
Atuação de d. Aloísio Lorscheider foi marcada pelas críticas contra o regime militar
Atuação de d. Aloísio Lorscheider foi marcada pelas críticas contra o regime militar

Seu corpo será velado na catedral de Porto Alegre e o sepultamento será no Convento de Daltro Filho, a 130 km de Porto Alegre. O dia e o horário do sepultamento ainda não foram definidos, de acordo com a CNBB.

Gaúcho de Estrela, d. Aloísio era franciscano e foi ordenado presbítero em 1948. Em 1962 foi ordenado bispo e assumiu a diocese de Santo Ângelo (RS) e tornou-se arcebispo de Fortaleza (CE) em 1973 onde ficou até 1995. Naquele ano, foi transferido para Aparecida, tornando-se arcebispo emérito em 2004.

Entre as muitas atividades desenvolvidas pelo cardeal, destaca-se a presidência da CNBB, cargo que exerceu por dois mandatos de 1971 a 1978. Antes, foi secretário geral da instituição. Foi também presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino-Americano) no período de 1976 a 1979.

Nomeado cardeal pelo papa Paulo 6º, em 1976, d. Aloísio participou dos conclaves --cerimônia fechada em que o futuro papa é escolhido-- que elegeram os papas João Paulo 1º e João Paulo 2º, ambos em 1978.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2079) 27/12/2007 19h57
Antonio Fouto Dias (2079) 27/12/2007 19h57
Dom Aloisio foi um servo de Deus que cumpriu muito bem sua missão entre nós. Esteve presente em momentos marcantes nas dioceses em que atuou e não se omitiu aos problemas que se apresentavam. Foi um exímio defensor das classes mais necessitadas e cumpriu muito bem o seu papel enquanto permaneceu conosco. Que Deus em sua infinita misericórdia lhe prepare, junto dele, uma boa morada, de onde possa estar velando por todos nós. 1 opinião
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Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h21
Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h21
FORTALEZA / CE
O Brasil e o meio religioso não perderam um grande missionário. Ele continuará sua missão junto a nós, lá onde está! sem opinião
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Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h19
Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h19
FORTALEZA / CE
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