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Brasil
23/12/2007 - 12h33

Aos 83, morre d. Aloísio Lorscheider no RS; corpo será velado por dois dias

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da Folha Online

Morreu às 5h20 deste domingo o cardeal d. Aloísio Lorscheider, 83, arcebispo emérito de Aparecida (167 km a nordeste de São Paulo) e ex-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). De acordo com boletim do hospital São Francisco, ele morreu em função de falência múltipla dos órgãos.

Ele estava internado no hospital desde 28 de novembro. Seu estado de saúde piorou e foi considerado grave no último dia 11, quando sofreu um derrame e entrou em coma profundo.

Divulgação
Atuação de d. Aloísio Lorscheider foi marcada pelas críticas contra o regime militar
Atuação de d. Aloísio Lorscheider foi marcada pelas críticas contra o regime militar

De acordo com a Província Franciscana São Francisco de Assis do Rio Grande do Sul, o corpo de d. Aloísio será embalsamado e deverá ser velado por dois dias na catedral de Porto Alegre. O corpo será enterrado no cemitério dos Franciscanos de Daltro Filho, em Imigrante (RS). O dia e o horário do sepultamento ainda não foram definidos.

Sua atuação pastoral foi marcada pelas críticas contra o regime militar. Em entrevista à Folha, em 2005, d. Aloísio afirmou que sabia que era perseguido pelos militares, por "defender quem julgava que deveria defender".

Nascido em uma família alemã na cidade de Estrela (RS) em 8 de outubro de 1924, d. Aloísio foi ordenado sacerdote em 1948, em Divinópolis (MG). A ordenação como bispo só aconteceu em 1962

Ele foi presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) entre 1971 e 1979. Antes, entre 1968 e 1971, foi secretário-geral da entidade.

O religioso também foi presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino Americano) entre 1976 e 1979.

D. Aloísio foi nomeado cardeal-arcebispo de Fortaleza (CE) em 1973. Em 1995, com problemas cardíacos, ele solicitou ao papa João Paulo 2º sua transferência para uma diocese menor. Foi atendido e transferido para Aparecida.

Em 2000, com, 76 anos, d. Aloísio anunciou sua renúncia. Pelas regras da Igreja Católica, ele foi obrigado a renunciar ao cargo por ter passado dos 75 anos.

Na ocasião, ele afirmou que se fosse por vontade própria continuaria em Aparecida. "Mas não sou eu quem decide isso", disse.

No dia 28 de janeiro de 2004, ele recebeu a notícia da aceitação de sua renúncia. No dia 25 de março de 2004 entregou a Arquidiocese de Aparecida para d. Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, retornou para o Convento dos Franciscanos, em Porto Alegre (RS), onde passou seus últimos dias.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2079) 27/12/2007 19h57
Antonio Fouto Dias (2079) 27/12/2007 19h57
Dom Aloisio foi um servo de Deus que cumpriu muito bem sua missão entre nós. Esteve presente em momentos marcantes nas dioceses em que atuou e não se omitiu aos problemas que se apresentavam. Foi um exímio defensor das classes mais necessitadas e cumpriu muito bem o seu papel enquanto permaneceu conosco. Que Deus em sua infinita misericórdia lhe prepare, junto dele, uma boa morada, de onde possa estar velando por todos nós. 1 opinião
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Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h21
Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h21
FORTALEZA / CE
O Brasil e o meio religioso não perderam um grande missionário. Ele continuará sua missão junto a nós, lá onde está! sem opinião
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Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h19
Inês Almeida (2) 25/12/2007 15h19
FORTALEZA / CE
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