Justiça italiana pede prisão de militares da Operação Condor
da Folha de S.Paulo
A Justiça italiana expediu ontem 140 mandados de prisão contra os responsáveis pelas juntas militares e serviços de inteligência do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru.
Eles são acusados de participação na chamada "Operação Condor", que reprimiu supostos opositores aos regimes militares nesses países. São 13 mandados contra brasileiros, mas os nomes deles não foram divulgados.
O pedido coincide com a divulgação na internet de parte do "Arquivo do Terror" --composto por documentos e fotos recolhidos na ditadura do general paraguaio Alfredo Stroessner.
Entre os papéis divulgados estão aqueles com enfoque na "Operação Condor" e que, segundo os organizadores do arquivo, trazem novos detalhes da atuação dessa coordenação entre serviços de inteligência das ditaduras nos anos 70 e 80.
O maior número dos mandados de ontem são contra argentinos (61), uruguaios (32) e chilenos (22). Na lista estão o ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla e Juan María Bordaberry, ex-chefe da junta militar do Uruguai. Há também pessoas que morreram, como o ditador chileno Augusto Pinochet.
Apenas o uruguaio Fernández Troccoli, que residia em Salerno (sul da Itália), foi preso. Os pedidos de prisão foram feitos por conta do desaparecimento de 25 cidadãos de origem italiana durante as ditaduras.
Com agências internacionais
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