Documento dos EUA prova ação brasileira na Operação Condor
da Folha Online
O historiador Peter Kornbluth, do Arquivo de Segurança Nacional, de Washington, afirma que o Brasil teve participação ativa na Operação Condor, uma iniciativa conjunta das ditaduras do Cone Sul na década de 70 para perseguir opositores políticos além de suas fronteiras nacionais. A declaração consta de reportagem publicada na edição desta quinta-feira da Folha de S.Paulo (íntegra exclusiva para assinantes da Folha e Uol).
O historiador Kornbluth afirma haver documentos que apontam para uma participação do Brasil mais ampla foi que "apoio logístico" e "troca de informações", como na versão corrente. Segundo ele, há relatórios do Pentágono e da Cia que descrevem o Brasil como "membro integral" da Operação Condor.
A discussão sobre a participação brasileira foi revivida por ocasião de um pedido da Justiça italiana, que expediu na segunda-feira 140 mandados de prisão contra os responsáveis pelas juntas militares e serviços de inteligência do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Peru na década de 70. Pesa contra eles a acusação de algum tipo de envolvimento com a operação conjunta das ditaduras militares da época.
No caso do Brasil, há pelo menos 11 nomes na lista italiana, de responsáveis pela cadeia de comando dos órgãos de segurança do Brasil e dos Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul à época do desaparecimento dos ítalo-argentinos Lorenzo Ismael Viñas (26 de junho de 1980) e Horacio Campiglia (12 de março de 1980).
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