Brasil
02/01/2008 - 15h41

Apóstolo da Renascer sai da prisão nos EUA; bispa entra nos próximos dias

da Folha Online

O apóstolo Estevam Hernandes, fundador da Igreja Renascer em Cristo, deixou a cadeia nos EUA no dia 29 de dezembro e começou a cumprir a pena de prisão domiciliar. A notícia só foi divulgada nesta quarta. A bispa Sônia Hernandes deve se apresentar à Justiça norte-americana nos próximos dias para cumprir os 140 dias de reclusão a que foi condenada em agosto.

Desde que deixou a prisão, Estevam começou a pregar, via satélite, para os fiéis da Renascer no Brasil. O apóstolo ministrou, inclusive, o culto de Ano Novo, no dia 31 de dezembro. Segundo o site da igreja, mais de 100 mil pessoas acompanharam a pregação por meio do Portal iGospel em mais de 25 regionais.

Hans Deryk /Reuters
Estevam Hernandes já começou a pregar, via satélite, para fiéis da Renascer no Brasil
Estevam Hernandes já começou a pregar, via satélite, para fiéis da Renascer no Brasil

Além dos 140 dias de reclusão, Estevam e Sônia foram condenados a mais cinco meses de prisão domiciliar, mais dois anos de liberdade condicional e multa de US$ 30 mil para cada um.

Estevam começou a cumprir o período de reclusão no dia 20 de agosto de 2007 enquanto Sônia cumpria a prisão domiciliar desde 17 de agosto de 2007. O juiz americano Federico Moreno decidiu dessa forma para que um possa cuidar da família enquanto o outro estiver cumprindo o período de reclusão.

O casal foi condenado em agosto pelos crimes de contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Estevam e Sônia foram detidos em 9 de janeiro quando entravam nos EUA com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, na capa de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil.

Até a condenação em agosto, o casal ficou em liberdade condicional e vigiada: sua circulação estava restrita ao condomínio de luxo em Miami no qual possui residência e alguns lugares da cidade, como consultórios médicos. Todos os seus deslocamentos eram monitorados por um aparelho eletrônico preso ao tornozelo de cada um.

Outros processos

No Brasil, Sônia e Estevam são acusados pelo Ministério Público de São Paulo de cometer os crimes de lavagem de dinheiro, estelionato e falsidade ideológica. Essas acusações já renderam um pedido de prisão preventiva, o bloqueio de bens e a quebra do sigilo bancário do casal.

Em outubro de 2007, o Ministério Público havia apresentado denúncia à Justiça contra Estevam, Sônia Hernandes e o bispo primaz Jorge Luiz Bruno, que supostamente montaram uma igreja laranja, chamada Internacional Renovação Evangélica, para livrar a Renascer de processos.

Segundo levantamento do Ministério, a igreja e as empresas relacionadas ao grupo religioso responderiam por mais de 100 processos --a maioria trabalhista-- nas Justiças de São Paulo e Brasília. Por conta dessas acusações, o órgão chegou a pedir o fechamento dos mais 1.500 templos da igreja.

Outra denúncia, feita em setembro do mesmo ano, acusou o casal de fundadores por estelionato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Na acusação, o Ministério afirma que o dinheiro arrecadado na coleta dos dízimos'dos fiéis seria usado para pagar funcionários de empresas dos Hernandes.

Por conta dessa denúncia, a 1º Vara Criminal de São Paulo determinou o bloqueio dos bens e contas bancárias dos fundadores e das empresas do grupo religioso, em que circularam cerca de R$ 46 milhões entre os anos de 2000 e 2003, de acordo com informações do Ministério Público.

Comentários dos leitores
Manoel Gutierrez (71) 08/06/2008 10h08
Manoel Gutierrez (71) 08/06/2008 10h08
RIBEIRAO PRETO / SP
Enfim... meu analista me convenceu! O povo realmente só "merece" pão e circo! ... e se não houver pão, que comam briosche, pois circo (e seus palhaços) nunca faltarão. sem opinião
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paulo souza (3) 08/06/2008 09h07
paulo souza (3) 08/06/2008 09h07
Sobre a bispa sonia da renacer,so quem passou pelo que eles passaram ela e o marido e que pode ter ideia exata do ocorrido e nao a opiniao publica que so sabe esplorar a desgraça alheia. O casal errou sim todos nois sabemos, porque deviam ter declarado o valor real que levavam concigo e infelismente cairam na malha fina da justiça americana sim e dai quem nunca pagou um mico que atire a primeira pedra, este episodio so contribuio para o crecimento da obra de Deus na terra atraves deste ministerio da renacer em cristo. portanto deixo meu comentario a este casal de lideres, nunca desistam de faser a obra de DEUS . sem opinião
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Ricardo A. (1) 08/06/2008 08h23
Ricardo A. (1) 08/06/2008 08h23
GUARA / DF
Não é de se admirar que a violência aumente a cada dia que passa. Que o egoísmo tome conta do ser humano. Que o desrespeito ao próximo tenha roubado o lugar do AMOR AO PRÓXIMO (Palavras de Jesus). Os pecados capitais tomaram o lugar dos 10 mandamentos - ou as máximas de Cristo. AMAI-VOS UNS AOS OUTROS COMO EU VOS AMEI. Quando leio tais reportagens me pergunto se o mundo perdeu o senso do certo, ainda mais quando vejo fiéis de uma instituição religiosa justificar um erro, justificar uma quebra de todas as leis de Deus. Querer comparar apóstolos de Cristo a tais seres chega a ofender o livro Bíblico, mesmo porque Cristo, pela história contada nesta bíblia, curou, amou, converteu, batizou, pregou, mas nunca cometeu nenhum crime que não o de amar e apresentar Seu Pai a um mundo que perdia valores como se encontra o mundo atual. Aprendi valores ensinados pelo meu pai, que era um homem muito religioso, tais como HONESTIDADE, HONRA, CARIDADE, RESPEITO e se continuar a enunciar passaria o dia. Realmente, vejo que o ser não lê a bíblia, não aprende o que é a maior vontade de Deus, e não cumpre o que eles tanto pregam. A realidade que ninguém que aceitar é que a instituição manchou suas palavras criminalmente, e diferente de Jesus se postam fazendo o que Barrabás fez e que, após solto voltou a roubar. Esta é a escolha que a humanidade fez ao trocar Jesus por Barrabás. Mas confio sim, nas leis de Deus e na sua justiça, já que a justiça da terra podemos fraudar, enganar, burlar. sem opinião
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