Brasil
05/01/2008 - 08h13

Incra reassenta na Amazônia sem licença ambiental

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PABLO SOLANO
da Agência Folha

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) regularize a situação de assentamentos na Amazônia sem licenciamento ambiental.

O órgão auditou 65 processos de assentamento no Amazonas, no Pará e no Acre. Descobriu que apenas um tem licença ambiental e reserva legal, uma exigência do Código Florestal.

A situação deve ser regularizada até junho, conforme a determinação do TCU. A preocupação do tribunal é com a exposição das áreas a formas de degradação ambiental, como extração de madeira.

A auditoria selecionou assentamentos instituídos a partir de 2004, ano em que o Incra assinou um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) em que se comprometia a contemplar os projetos de reforma agrária com licença ambiental.

A Procuradoria da República no Pará também acompanha a situação dos assentamentos e entrou no ano passado com ação de improbidade contra o Incra. Afirma que há 107 assentamentos irregulares no oeste do Estado e que querem discutir com o Incra um novo TAC para tratar da situação.

Metas a cumprir

De acordo com o TCU, os 750 mil pequenos produtores rurais da Amazônia são responsáveis por 18% do desmatamento da floresta.

A necessidade das superintendências regionais do Incra de cumprir metas de assentamento fixadas pela administração central do órgão é apontada pelo TCU como um dos um dos motivos pela desconformidade com a legislação ambiental.

"Esse fato faz com que os superintendentes queimem etapas na criação dos projetos, especialmente as referentes aos procedimentos ambientais, que dependem também da atuação dos órgãos ambientais responsáveis", aponta o relatório do ministro Aroldo Cedraz.

As dificuldades são agravadas, de acordo com o tribunal, pela escassez de servidores nas superintendências e de recursos para medidas de proteção ambiental.

Outro lado

Em nota, o chefe-de-gabinete da Presidência do Incra, Francisco José Nascimento, disse que o "tema da falta de licenciamento dos assentamentos remonta a três décadas e, até então, jamais foi enfrentado com efeito".

Ele disse que foi criada uma coordenação de meio ambiente no Incra e que o órgão passou a implementar novas modalidades de assentamentos com preocupação específica com a preservação ambiental. De acordo com ele, serão contratados mais 1.800 servidores para suprir demandas do instituto.

Comentários dos leitores
roberto modolon (1) 08/11/2009 00h28
roberto modolon (1) 08/11/2009 00h28
Dificil se comentar alguma coisa? Todas as pessoas que tem algum conhecimento com os sem terra sabem que sempre são as mesmas pessoas e que ficam nas cidades recrutando mais e mais pessoas que nuca seguraram em um cabo de enxada na maioria das vezes nem sabe plantar um pe de milho? Voce visita um assentamento o que restou dos que ganharam a terra é no m,aximo ums dez por cento uma grande parte pega os finaciamento e toma cachaça a outra parte dos recursos fica com os prsidente de associaçoes que divide com sei la quem. Todos sabem mas nimguem quer ver. hoje todos querem fechar estradas, pontes fazer piquete aqui e ali e os que trabalhan de verdade são obrigados a ficar na humilhaçao, e sperar ficar calado se nao seus bems sao invadidos saqueados. Todo mundo ve e sabe mas nimfelizmente não e´politicamente correto falar disso todos sabemos que muitas fazendas sao destruidas pelos sem terras mas nas eles negam mesmo todo mundo vendo? Não é politicamente correto ver e ser honesto hoje em dia como não se elege nimguem sendo honesto??? sem opinião
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Luís da Velosa (1377) 07/11/2009 19h31
Luís da Velosa (1377) 07/11/2009 19h31
Não nos esqueçamos que os vândalos ajudaram, em muito, na ruína do Império Romano de uma vez por todas. Será que, um dia, teremos um bárbaro na presidência da república? Chamberlain afrouxou e Hitler, uma aparição diabólica surpreendente, estocou uma civilização de forma insidiosa. "Pelo sacolejo da carruagem"... Seria de bom alvitre guardarmos as trilheiras da nossa destinação. sem opinião
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J. R. (1131) 07/11/2009 18h32
J. R. (1131) 07/11/2009 18h32
P/ Richard Pereira, veja essa: A farra do tucanato não dá mostra de querer acabar, agora vem mais essa de terras de propriedade da Sabesp serem exploradas por particulares em área de preservação. Me refiro ao Hotel do deputado estadual Celino Cardoso (PSDB) construído em região de preservação em Mairiporã, condenado a passar por um TAC (termo de ajuste de conduta) e licitação necessária por parte da generosa viúva do Estado. Se fosse um 'sem-terra' com certeza passariam com o trator do estado por cima, mas como tem o colarinho branco e um bicão enorme ... sem opinião
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