Governo vai priorizar aliados na discussão de cortes no Orçamento, diz Jucá
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O governo vai priorizar a base aliada nas discussões dos cortes que serão feitos no Orçamento para compensar o fim da arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), os líderes dos partidos da base serão convocados para uma reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira, para afinar o discurso.
"Os cortes também serão discutidos com a oposição, mas a base é prioridade total", disse Jucá, deixando claro que caberá ao Congresso a tarefa de cortar os R$ 20 bilhões do Orçamento. "O governo respeitará o ritmo do Congresso."
A prioridade do Planalto agora é consolidar a base e deixar nas mãos dos parlamentares a missão de cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). "O ministro Paulo Bernardo [Planejamento] fará apenas indicações", ressaltou o líder.
Jucá disse ainda que o governo pretende retomar o diálogo com a oposição. Segundo ele, o governo aumentou a carga tributária onde havia "gordura", no caso, os lucros do sistema financeiro.
"O governo atuou onde não teria impacto sobre o sistema produtivo. É legítimo que a oposição queira defender o lucro dos bancos. Mas só vi político reclamar, banqueiro, não", provocou Jucá.
O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou que vai entrar com duas adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o pacote tributário anunciado pelo governo. Com o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras o governo espera arrecadar R$ 10 bilhões.
Maia também fez acusações ao líder do governo no Senado, que, segundo ele, perdeu a "credibilidade" e terá dificuldade em negociar com a oposição. Jucá admitiu hoje que o compromisso do Palácio do Planalto de não elevar impostos para compensar o fim da CPMF não foi cumprido.
"Mesmo que a oposição esteja magoada, triste, nós vamos fazer carinho na oposição. Não vamos cortar relações", ironizou Romero Jucá.
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Solicito a ampliação da matéria sobre os vice-prefeitos da cidade, incluindo TODOS os partidos que participam das eleições e não somente alguns partidos. Faz parte da democracia ouvir todas as propostas e conhecer todas as forças políticas.
Cristiane
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