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Brasil
07/01/2008 - 18h17

Governo vai priorizar aliados na discussão de cortes no Orçamento, diz Jucá

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O governo vai priorizar a base aliada nas discussões dos cortes que serão feitos no Orçamento para compensar o fim da arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Segundo o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), os líderes dos partidos da base serão convocados para uma reunião no Palácio do Planalto, na quinta-feira, para afinar o discurso.

"Os cortes também serão discutidos com a oposição, mas a base é prioridade total", disse Jucá, deixando claro que caberá ao Congresso a tarefa de cortar os R$ 20 bilhões do Orçamento. "O governo respeitará o ritmo do Congresso."

A prioridade do Planalto agora é consolidar a base e deixar nas mãos dos parlamentares a missão de cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). "O ministro Paulo Bernardo [Planejamento] fará apenas indicações", ressaltou o líder.

Jucá disse ainda que o governo pretende retomar o diálogo com a oposição. Segundo ele, o governo aumentou a carga tributária onde havia "gordura", no caso, os lucros do sistema financeiro.

"O governo atuou onde não teria impacto sobre o sistema produtivo. É legítimo que a oposição queira defender o lucro dos bancos. Mas só vi político reclamar, banqueiro, não", provocou Jucá.

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou que vai entrar com duas adins (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal) contra o pacote tributário anunciado pelo governo. Com o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) das instituições financeiras o governo espera arrecadar R$ 10 bilhões.

Maia também fez acusações ao líder do governo no Senado, que, segundo ele, perdeu a "credibilidade" e terá dificuldade em negociar com a oposição. Jucá admitiu hoje que o compromisso do Palácio do Planalto de não elevar impostos para compensar o fim da CPMF não foi cumprido.

"Mesmo que a oposição esteja magoada, triste, nós vamos fazer carinho na oposição. Não vamos cortar relações", ironizou Romero Jucá.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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