Brasil
09/01/2008 - 18h06

Bernardo diz que 90% dos cortes do Orçamento devem sair do Executivo

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse hoje que 90% dos cortes no Orçamento de 2008 devem recair sobre o Executivo. O Planalto quer cortar R$ 20 bilhões do Orçamento para adequá-lo à estimativa de redução de receita provocada pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

As opções de ajuste nas despesas serão apresentadas aos líderes dos partidos na Câmara e no Senado amanhã. Mas Bernardo já adiantou que o Executivo vai absorver uma fatia próxima dos 90%.

"Tem que ser proporcional. Do contrário, seria um peso muito grande de corte no Legislativo e no Judiciário", afirmou o ministro.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse que os cortes do Executivo devem ser feitos, principalmente, nas despesas com passagens, diárias de hotéis e publicidade. Para Jucá, o Legislativo e o Judiciário também devem reduzir gastos com essas despesas. "Emendas de bancada e de comissão não vão escapar [dos cortes]."

O relator do Orçamento no Congresso, deputado José Pimentel (PT-CE), vai fazer os ajustes nas propostas orçamentárias do Judiciário e do Legislativo. O relatório final deve ficar pronto somente no dia 12 de fevereiro.

"A tarefa que nós temos não é uma tarefa simples. Cortar R$ 20 bilhões é um volume muito grande. Acho que o trabalho mais difícil começa agora. Fazer esse corte virar realidade, detalhando para cada despesa, para cada ministério, para cada órgão", reforçou Bernardo.

PAC

O ministro do Planejamento afirmou que o governo pretende poupar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) dos cortes orçamentários. A alternativa, informou Bernardo, é fazer o remanejamento de recursos sempre que uma obra estiver com algum "embaraço", como falta de licença ambiental ou licitação não concluída.

"É substituir uma obra por outra", disse o ministro. "O interesse do governo é preservar o PAC. Nós temos ali grandes obras de caráter estruturante, particularmente na área de rodovias. São as grandes rodovias, corredores entre as metrópoles. Temos obras de saneamento e habitação popular, que nós inclusive fizemos negociações minuciosas com governadores e prefeitos e, portanto, achamos que é prioridade para todo mundo."

Jucá defende cortes em obras do PAC que estejam paradas. "Qualquer obra que seja postergada por alguma dificuldade, não será prioritária num momento de escassez de recursos".

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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