Brasil
10/01/2008 - 11h24

Paulo Bernardo diz que corte no Orçamento vai "doer"

da Folha Online

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira, durante entrevista a emissoras de rádio, que os cortes no Orçamento para compensar a arrecadação que será perdida com o fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) vão doer.

"Nos vamos ter que fazer um corte, passar um pente fino nas nossas despesas, ver tudo o que pode ser adiado ou suprimido, cortado, e nós não temos outra alternativa, isso vai ter que ser feito. Portanto, eu diria assim, se você perguntar: vai doer? Eu digo: vai doer."

O governo anunciou na semana passada um pacote para compensar a arrecadação que será perdida com o fim do chamado "imposto do cheque". Entre as medidas anunciadas está o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) do setor financeiro, além da realização de um corte de R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento dos três Poderes.

Bernardo voltou a afirmar que os programas sociais não serão atingidos pelos cortes. "A gente vê as pessoas falando e percebe o seguinte: todo mundo acha que tem que cortar, mas ninguém quer que corte o seu. Se nós formos seguir as coisas com esse tipo de princípio, é evidente que não vai cortar nada, portanto eu acho que nós temos que fazer isso, nós não vamos fazer um corte cego, sair cortando linearmente, até porque o governo tem que ter prioridades e tem prioridades. Nós vamos proteger os programas sociais, o Ministério da Saúde."

O ministro reiterou que o interesse do governo também é preservar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). "O que nós colocamos a respeito do PAC é que eventualmente alguma obra que não tenha condições de ser tocada por conta de problemas como licitação, problemas com o Tribunal de Contas ou outro tipo de embaraço, esses poderão, como acontece todo ano, ser deixados para trás, agora não é nossa intenção fazer corte no PAC."

Oposição

Bernardo afirmou que o governo federal não tem um plano alternativo caso o STF (Supremo Tribunal Federal) suspenda os aumentos das alíquotas. A oposição recorreu ao Supremo para tentar barrar o pacote tributário anunciado pelo Planalto.

"Nós não temos não, até porque primeiro eu considero a ação do DEM e do PSDB absolutamente legítima, são partidos de oposição, eles não tem nenhuma obrigação de falar bem ou ajudar o governo e eles estão cumprindo o seu papel de oposição de questionar, de brigar. Segundo, eu acho que o Supremo, pelo menos é minha opinião, não vai dar provimento a este questionamento, a essa ação."

Comentários dos leitores
Manuel da Silva (118) 02/06/2008 22h13
Manuel da Silva (118) 02/06/2008 22h13
Aqui tem petistas aloprados que em muito lembram o Chavez da Venezuela, num mix com o outro Chavez aquele do seriado da TV, que a todo instante diz "foi sem querer querendo" igual ao dito pelo Aparecido.

É uma bagunça total esse governo de incompetentes, o Chavez que lembra o da Venezuela é o imperador vermelho que fica lá em Brasília, em seu regime de governo totalitário não admite ser contrariado, embora seja omisso é um ditador gastador, quando o sapato aperta ele sai dizendo por ai que não sabe de nada.

O governo do Chavez omisso brasileiro está cercado de companheiros incompetentes por todos os lados, mas quando a coisa aperta, "sem querer querendo" os companheiros não aguentam e acabam "kaguetando" o nome dos componentes envolvidos em vários escândalos protagonizados pelos próprios.

É uma vergonha, gastador, mas sem gestão, os caras aloprados querem aumentar até o seguro DPVAT, além de querer recriar a CPMF.

Desse jeito nossa carga tributária vai para mais de 50%, sem dó nem piedade, aqui neste país precisamos trabalhar cinco meses por ano só para pagar impostos dos aloprados, e eles querem sempre mais e mais, nunca está bom para eles, vivem como se estivessem no Sultanato do Nepal sem se preocupar em momento algum com a plebe.

Mas isso vai mudar, ah se vai, estamos cansados de tantas vergonhas diárias, CHEGA!

Sds,
Manuel
São Paulo - SP.
sem opinião
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Maria Therezinha (67) 30/04/2008 16h19
Maria Therezinha (67) 30/04/2008 16h19
Àqueles politicos que em suas respectivas posses juraram respeitar a Constituição, se esqueceram do juramento, simplesmente preferiram se vender, e assim o brasileiro tem o bolso cada vez mais pesado pelos impostos criados por eles.
Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
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Eduardo Petrucci Gigante (91) 30/04/2008 09h14
Eduardo Petrucci Gigante (91) 30/04/2008 09h14
PELOTAS / RS
Então, caro Ministro, precisa-se criar o mecanismo para o orçamento ser aprovado em tempo. Lembrar aos deputados e senadores que, em caso de atraso, o Executivo também não poderá repassar as verbas ao Legislativo. Com impacto imediato nas folhas de pagamento.
Mas, Ministro, que o orçamento seja bem feito. Não como no último ano, em que o Senhor mesmo contou com o ovo ainda dentro da galinha e teve que refazer tudo, quando seu "planinho" não deu certo!
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