Brasil
10/01/2008 - 11h47

Ministro reafirma que reajustes a servidores e militares estão suspensos

Publicidade

da Folha Online

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, reafirmou nesta quinta-feira, durante entrevista a emissoras de rádio, que os reajustes a servidores públicos e militares estão suspensos até que o "rombo" de R$ 40 bilhões no Orçamento, provocado pela extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), esteja resolvido.

"Nós queremos retomar o diálogo com os servidores, mas eu preciso reequilibrar o orçamento, porque do contrário vai ser uma loucura. A saúde precisa de R$ 20 bilhões, nós precisamos resolver isso. Acho que qualquer pessoa no Brasil entende que isso é prioritário."

O governo anunciou na semana passada um pacote para compensar a arrecadação que será perdida com o fim do chamado "imposto do cheque". Entre as medidas anunciadas está o aumento das alíquotas do IOF (Imposto sobre Operação Financeira) e da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) do setor financeiro, além da realização de um corte de R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento dos três Poderes.

Em resposta ao eventual cancelamento dos reajustes salariais, a Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) ameaça convocar uma plenária logo depois do Carnaval para discutir uma possível paralisação dos servidores públicos.

A Condsef não aceita as explicações do governo e quer o cumprimento de um acordo negociado em dezembro. "Nosso reajuste não pode ser cancelado por conta de um motivo que não tem nada a ver com o funcionalismo. Os servidores não têm culpa de nada", disse Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da confederação.

"A greve não vai resolver o problema do Orçamento. Temos que ter um pouco de paciência, bom senso. Vamos sentar e conversar, mas não tem como dar este reajuste agora", disse Bernardo.

Militares

O corte orçamentário de R$ 20 bilhões para compensar parcialmente a perda de arrecadação da CPMF levou o governo federal a suspender as negociações sobre o reajuste salarial dos militares, conforme havia prometido o ministro Nelson Jobim (Defesa) para 2008.

O ministro do Planejamento afirmou que os salários dos militares estão congelados assim como os dos servidores públicos até o equilíbrio no Orçamento.

"Nós achávamos que tínhamos que negociar e dar também um reajuste para o pessoal militar, e, portanto, essa negociação estava em curso. O ministro Nelson Jobim apresentou uma proposta, e nós estávamos fazendo as contas. Agora, se eu não tenho recursos, então eu tenho que ter o mesmo critério que todo mundo. Se eu tivesse dinheiro, eu ia dar para todos eles, mas não tenho. Eu não posso nesse momento decidir nada para nenhuma dessas categorias."

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
avalie fechar
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
avalie fechar
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (1211)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca