Brasil
10/01/2008 - 17h33

Líderes governistas defendem recriação da CPMF com alíquota de 0,20%

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

Os líderes governistas defenderam a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Eles sugerem que a cobrança faça parte de uma reforma tributária que seria encaminhada em fevereiro ao Congresso. A diferença é que a nova CPMF seria permanente, e não provisória.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), disse que essa idéia é consenso dentro da base governista. "O governo percebeu que não é fácil cortar recursos", disse o líder, explicando que os recursos da nova CPMF serviriam para "qualificar e ampliar" os serviços de saúde.

Ele sugere uma alíquota de 0,20% para a nova CPMF. A antiga CPMF tinha uma alíquota de 0,38%. A prorrogação da cobrança foi rejeitada no ano passado pelo Senado.

Fontana criticou a oposição por ter contestado no STF (Supremo Tribunal Federal) o aumento da alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) paga pelo setor financeiro. Para o deputado, metade dos R$ 20 bilhões da CPMF destinados à saúde sairá deste aumento.

"A oposição comete um equívoco ao questionar o aumento da CSLL. As medidas tomadas são positivas, porque garantem o conjunto de investimentos", disse Fontana.

Ele participou hoje de uma reunião com os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais) sobre cortes no Orçamento de 2008.

Após perder a receita prevista com a CPMF --que deveria arrecadar cerca de R$ 40 bilhões neste ano--, o Planalto determinou que fossem cortados R$ 20 bilhões do Orçamento deste ano. Os cortes devem ser feitos pelos três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

Governo descarta nova CPMF

Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais) negaram que o governo pretende enviar ao Congresso uma proposta de reforma tributária instituindo a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) em caráter permanente.

Segundo os ministros, na proposta, não estará incluída uma emenda para "revitalizar" o imposto do cheque. Mas o Congresso é soberano, afirmaram, para propor uma nova CPMF, se quiser. "O governo não tem nenhuma intenção de revitalizar isso", disse Múcio.

Comentários dos leitores
Wilson Bolognesi (1) 13/05/2009 22h57
Wilson Bolognesi (1) 13/05/2009 22h57
O nobre deputado esta errado no que diz sobre a opinião publica. Mas a folha tambem em aceitar a briga e ser acida, com foto e titulo da reportagem distorcida. Parece uma perseguição ao nobre deputado. Ele tem razão nisso. A imprensa não deve ser colérica ou emocional. Principalmente a Folha! sem opinião
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Afonso Ueno (79) 26/12/2008 18h28
Afonso Ueno (79) 26/12/2008 18h28
O Brasil precisa de mais escolas de educação infantil.E as prefeituras são responsáveis pela oferta deste nível de ensino.É uma vergonha a falta de vagas nas creches e pré-escolas.Enquanto isso,o Governo LULA investe no PROUNI-Programa Universidade para Todos. 4 opiniões
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M Mig (1301) 27/11/2008 13h10
M Mig (1301) 27/11/2008 13h10
Sr S Levy
Saiba que o respeito bastante e gostaria de pedir desculpas pela minha truculência. Porem discordo totalmente do senhor sobre a diferença entre qualidade de vida na época de FHC e nos dias atuais.
Sds
M Mig
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