Brasil
10/01/2008 - 19h07

Ministros negam recriação da CPMF, mas dizem que Congresso pode bancar medida

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

Em reunião no Ministério do Planejamento para discutir os cortes no Orçamento de 2008, os líderes governistas defenderam a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) na proposta de reforma tributária que o governo deverá encaminhar em fevereiro ao Congresso. A nova CPMF seria instituída em caráter permanente, com alíquota de 0,20% --a antiga tinha uma alíquota de 0,38%.

Embora os aliados tenham dito que a nova CPMF seria enviada na proposta de reforma tributária do governo, os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e José Múcio (Relações Institucionais) se apressaram em negar essa pretensão

"Não há hipótese. O governo tem passado para a base a preocupação com os recursos para a saúde, mas essa proposta não será apresentada. Será apresentada a reforma tributária", disse o ministro José Múcio, garantindo que está mantido o compromisso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a CPMF não será ressuscitada.

No entanto, Bernardo disse que o Congresso é soberano e pode propor a recriação da CPMF. "Se algum líder do governo ou da oposição buscar essa solução, tem o direito e a autonomia. O Parlamento não depende do Executivo", afirmou o ministro.

O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), disse que a idéia de recriar a CPMF é consenso dentro da base governista. "O governo percebeu que não é fácil cortar recursos", disse o líder, explicando que os recursos da nova CPMF serviriam para "qualificar e ampliar" os serviços de saúde.

O líder do PSB no Senado, Renato Casagrande (ES), disse que concorda com a volta da CPMF exclusivamente para financiar a saúde, mas considera pouco provável que um parlamentar apresente a proposta. "Quem terá coragem?", questionou, acrescentando que a emenda com o novo imposto viria pronta do Palácio do Planalto.

Comentários dos leitores
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
Pedro Carvalho (2) 28/09/2009 13h40
É errado fazer essa divisão de quem merece mais ou quem merece menos, pois, a princípio, todos os partidos são iguais. No entanto, nós sabemos disso, que, se o DEM ou o PSDB estivesse no poder, ele também iriam fazer a mesma coisa. Isso sempre existirá nessa política pobre que é a brasileira. sem opinião
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Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
Hilton Leonel (6) 08/09/2009 18h15
VIVA O PMDB: ESTÁ SEMPRE PRONTO PARA PREJUDICAR O POVO. QUE SAUDADE DE ULISSES
GUIMARÃES. O povo Brasileiro não aguenta mais.
sem opinião
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osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
osny chicoli (7) 01/09/2009 12h05
Tentem diminuir os cargos públicos nomeados que sobrara dinheiro mesmo sem aumentar os impostos sem opinião
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