Brasil
14/01/2008 - 08h51

Presidente Lula descarta risco de apagão elétrico no país

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou nesta segunda-feira, durante o programa semanal de rádio "Café com o Presidente", o risco de um apagão elétrico em 2008.

"[Não há] Nenhum risco. Nenhum risco. Ou seja, a questão energética vive de boatos, ou seja, todo dia tem boatos de que vai acontecer isso, vai acontecer aquilo. O dado concreto é que o Brasil está seguro de que não haverá apagão e de que não faltará energia para dar sustentabilidade ao crescimento que nós queremos ter no Brasil. Eu tive uma reunião com todo o setor energético brasileiro, conversei com a Petrobras. Ou seja, nós iremos fazer todo esforço necessário para não faltar energia."

Lula afirmou que a prioridade é servir, é produzir energia para atender aos interesses da sociedade brasileira.

"Eu estou convencido de que todas as medidas que estamos tomando, seja o Ministério de Minas e Energia, seja o ONS [Operador Nacional do Sistema Elétrico], seja a Petrobras, todos eles estão garantindo que não faltará energia em 2008. Nós estamos preparados para 2009, preparados para 2010. E com o começo da construção da hidrelétrica do rio Madeira agora, nós estamos seguros de que não faltará energia no Brasil por um bom tempo."

Lula também falou de sua viagem à Guatemala e Cuba. "Eu fui o primeiro presidente do Brasil a visitar a Guatemala em 2005 e o Brasil tem uma estratégia de aproximação com os países da América Central e da América Latina porque nós pretendemos fazer com que o Brasil contribua com o desenvolvimento daqueles países, aumente a nossa balança comercial com eles para que nós possamos, produzindo em alguns países da América Central, fazer com que alguns produtos brasileiros cheguem aos Estados Unidos numa situação, eu diria melhor, sem taxação de impostos como é hoje."

"Em Cuba, eu vou assinar uma série de acordos com os cubanos. O Brasil tem interesse em ajudar os cubanos a descobrir se tem petróleo em águas profundas em Cuba, até porque Cuba está muito próximo do Golfo do México. Nós temos interesse em ajudar os cubanos a construir uma fábrica de lubrificantes", reiterou.

Farc

O presidente falou ainda sobre a libertação de reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

"Eu acredito que é uma coisa extremamente importante o que aconteceu. Na medida em que as Farc se dispõem a libertar dois reféns, ela está dando um sinal de que é possível libertar mais. Portanto, o apelo que eu faço é que o governo colombiano e o meu amigo, o presidente [Álvaro] Uribe, mais os dirigentes das Farc se coloquem de acordo para que se possa libertar mais pessoas que estão seqüestradas, alguns há cinco anos, quatro anos, seis anos. Eu acho que é uma questão humanitária e o Brasil continuará contribuindo para que mais seqüestrados sejam libertados."

 

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