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Brasil
14/01/2008 - 09h30

Alckmin diz ser "natural" candidatura tucana

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RUBENS VALENTE
da Folha de S.Paulo

O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse ontem, após assistir a uma missa na paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Casa Verde (zona norte de São Paulo), considerar "natural" que o PSDB lance candidato próprio à prefeitura paulistana neste ano --em seguida, disse achar "precipitada" a discussão sobre a eleição. A tese prejudicaria a candidatura à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), que espera o apoio dos tucanos.

"Eu acho natural que [o PSDB] tenha candidato próprio, acho natural. Mas eu acho que esse é um assunto que não precisa ser discutido agora, não precisa ser decidido agora, pode ficar a partir de março", disse Alckmin, ao ser questionado sobre a hipótese de uma candidatura tucana à prefeitura.

Alckmin foi convidado pelo ex-secretário de Justiça de sua gestão, Hédio Silva Jr. (PSDB), a participar da missa numa festa de louvor a são Benedito assistida por cerca de 650 pessoas, segundo a estimativa da paróquia. O ex-governador recebeu pedidos, deu autógrafos, posou para fotografias e beijou e abraçou devotos. Mas negou estar em pré-campanha: "Eu faço isso [participar de atos públicos]. (...) Eu ando, gosto de contato com as pessoas, para mim não é um sacrifício".

Para Silva Jr., "a candidatura que tem viabilidade em São Paulo é a do [ex-]governador, o nome só pode ser o dele".

Fora da igreja, a devota Magali dos Santos abordou Alckmin para pedir-lhe que saísse candidato a prefeito. Para ela, isso impediria que a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), vencesse a disputa. "Não deixa a Marta [vencer], pelo amor de Deus", disse a devota. Alckmin respondeu: "Ainda é cedo, vamos ver, vamos ver".

Na homilia, o padre Aparecido Pereira lamentou que existam crianças mendigando em São Paulo e disse que a cidade é "acolhedora", mas "às vezes parece que Deus não habita nela". Ao final da missa, disse que Alckmin estava ali "na condição de devoto de são Benedito".

Na entrevista, Alckmin foi indagado por um repórter sobre o que pensava da administração Kassab. Ele também desconversou: "Eu não vou me manifestar. Acho que o assunto municipal, a minha proposta é falar a partir de março".

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Igor Bevilaqua (731) 25/11/2009 11h39
Afinal de contas o Amazonino Mendes é no estado do Amazonas o mesmo homem poderoso que o Sarney é no Maranhão e no Acre..., tem razão do "TSE" dar carta branca para que continuem "comprando votos" e recebendo "presentinhos e doações" de empresas interessadas nos cofres do estado..., o estado do Amazonas não foge hora nenhuma às regras brasileiras de corrupção. sem opinião
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Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1426) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (108) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
2 opiniões
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