Brasil
16/01/2008 - 10h18

PT quer resposta de Marta e aliança ampla com PMDB

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JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo

O PT paulista vai procurar nos próximos dias a ministra Marta Suplicy (Turismo) para ouvir dela uma resposta oficial sobre a disposição de concorrer à Prefeitura de São Paulo. Será o primeiro ato formal pela candidatura da ex-prefeita. O encontro, que deve ocorrer nos próximos dias, será solicitado por Edinho Silva, presidente do diretório estadual, e José Américo Dias, presidente do diretório municipal.

Os dois petistas, que estarão à frente dos GTEs (Grupos de Trabalho Eleitoral) do partido no Estado e na capital, também darão início nesta semana às negociações em torno de alianças. A prioridade, por enquanto, é o PMDB do ex-governador Orestes Quércia.

Silva se disse disposto a negociar com Quércia uma aliança que inclua todo o Estado. "Nós temos de ter uma coisa mais abrangente", afirmou.

"Vamos ouvir o que ela está pensando. Sem ela no páreo, o cenário é muito difícil para o PT, mas o trabalho da Marta no Turismo tem sido muito bom", disse ontem Silva.

"É evidente que a política de alianças dependerá muito de quem será o nosso candidato. Mas nossos principais adversários também vivem um momento de indefinição", acrescentou Silva, em referência às possíveis candidaturas de Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM). Alckmin também investe na aliança com o PMDB. Ele se reuniu com Quércia às vésperas do Natal.

O presidente estadual admitiu que o PT enfrenta problemas em grandes centros onde já foi muito forte e que, por isso, poderá apoiar candidatos de outros partidos, desde que eles façam parte da coalização de Lula. Citou Campinas como exemplo: "Há uma possibilidade de apoiarmos o atual prefeito, Doutor Hélio, que tenta a reeleição e é do PDT".

O PT paulista esteve no epicentro dos dois principais escândalos da história recente da sigla: o mensalão (2005) e o chamado dossiegate (2006) --petistas envolveram-se na compra de documentos contra tucanos, entre eles José Serra.

"É evidente que o PT perdeu algum espaço, mas ganhou outros. Ficamos muito tempo na defensiva. Hoje existe um descolamento do governo Lula do partido. Vamos trabalhar para mudar isso", afirmou Silva.

O petista não quis fixar prazo para a decisão de Marta, que tem até junho para deixar o ministério se quiser concorrer. "Não queremos pressioná-la nem constrangê-la. Ela tem que ter tempo para dialogar com Lula. Caso contrário, ficará uma situação muito difícil porque nós construímos a chegada dela ao ministério."

Comentários dos leitores
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
Said Abou Ghaouche Netto (21) 06/07/2009 15h32
O prefeito mauricinho de Curitiba diz que Requião quer prejudicá-lo numa eventual disputa ao governo em 2010. Eventual uma ova! O demo-cano já se declara candidato, entre linhas. E a Folha o protege, remetendo os comentários dos leitores ao painel Eleições 2008 ao invés de eleições 2010. Além de se antecipar ao prazo da lei, o demo-cano ainda se passa por coitadinho, vítima do Requião. Pobre povinho paranaense, e paulista também, afinal, ano que vem completa 16 anos de reinado demo-cano em São Paulo. Assim o eleitor vai comparar a gestão deles com a de quem? Com a da Yeda Crucius ou do outro mauricinho, o Cássio Cunha Lima? sem opinião
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Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Jacir Deggerone (8) 05/07/2009 19h41
Caixa dois ....hein!!!!??? Fora prefeito corrupto !!!!! 3 opiniões
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Yvonne Ferreira (464) 05/07/2009 18h16
Yvonne Ferreira (464) 05/07/2009 18h16
Gente! Os ingleses/mafia italiana propietaria dos mares, estão exportando o lixo, aquele dos hospitais, banheiros quimicos, para o nosso querido/lixo Brasil!!!
Quem é o importador?!...
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