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Brasil
17/01/2008 - 13h34

Com posse de Lobão, Hubner deixa Minas e Energia e diz que cargo é "político"

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Nelson Hubner, que ficou no cargo de ministro de Minas e Energia interinamente por oito meses, confirmou nesta quinta-feira que deixará a pasta com a posse do senador Edison Lobão (PMDB-MA), marcada para próxima segunda-feira. O nome de Lobão foi confirmado ontem, após um encontro entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Hubner afirmou ainda não ver problema no fato de Lobão não ter experiência no setor elétrico. Antes de Lobão ser oficializado ministro, havia rumores de que o nome do senador poderia ser vetado por conta da sua falta de conhecimento do setor num momento em que volta se falar do risco de apagão energético.

"O cargo de ministro é eminentemente político. O que temos que ter é uma pessoa com sensibilidade para lidar com o corpo técnico. O senador é uma pessoa experiente, que já foi governador e lidou não só com a área elétrica, mas com diversas outras. Tem toda condição de fazer uma gestão profissional e boa no ministério", afirmou.

Hubner disse que já havia avisado o presidente Lula de sua saída do ministério e afirmou que não seria bom ele continuar na pasta para evitar especulações sobre o comando de Minas e Energia.

"Já tinha dito ao presidente que me afastaria do ministério com a chegada de um novo ministro. Vocês [a imprensa] iam falar 'está vendo, o ministro assumiu mas não assumiu porque o secretário-executivo é o que era ministro, é do grupo da ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil)'. Isso não é bom", disse.

Hubner informou que, a pedido do presidente Lula, continuará no governo, mas não disse em que órgão trabalhará. Hubner deverá tirar um mês de férias antes de assumir novo cargo.

"Temos um projeto político e quero contribuir. Até porque, não tenho ambição de ficar rico", afirmou.

O ministro destacou a reformulação que o ministério passou desde o início do governo Lula e disse que irá ajudar Lobão para que não haja descontinuidade no trabalho. Para ele, o senador não deverá fazer mudanças drásticas na equipe.

Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Dar ao filho a suplência do senado demonstra, o pai, estar mais preocupado em manter a boa vida do filho do trabalhar pelo país. Garanto, se deixassem, acomodaria toda a família em repartições públicas, ou próximo a ele para "assessorá-lo". Realmente a política desse país está um nojo. Vale lembrar que os lobãos acima são crias do José Sarney, Até quando, gente, aguentaremos essa canalhice ? A minha consolação é que ainda há homens sérios nesse país como o Rolando Boldrin. Vale a pena ouvir sua mensagem neste video . http://www.rolandoboldrin.com.br/video. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
GUARUJA / SP
Deixar o DEM tudo bem, desde que expulso conforme solititação do Dep. Onix, sem acordão, que o mandato de Lobão Filho, seja devidamente reinvindicado pelo partido junto ao TSE.
É o mínimo que se espera.
106 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Lobão Filho, vinte anos de filiação partidária no PFL, hoje DEM., de repente tem oportunidade de exercer o mandato de Senador da República, sem ter recebido um só voto e deixa o partido. Certamente seguirá o mesmo rumo de seu pai, que ingressou no PMDB, por puro interesse, uma vez que se continuasse no DEM, jamais seria ministro, neste governo. Creio que Lobão Filho irá para um outro partido, também da base aliada, afinal, creio que não se oporia a decisões do próprio pai. 1 opinião
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