Brasil
17/01/2008 - 17h10

Comissão de Orçamento vai priorizar obras não iniciadas na hora de fazer cortes

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

A Comissão Mista de Orçamento poderá cortar recursos destinados a obras que ainda não saíram do papel. A proposta foi levada à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Ellen Gracie, nesta quinta-feira durante almoço para discutir o corte de R$ 20 bilhões para adequar o Orçamento ao impacto provocado pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Participaram do encontro o presidente da comissão, senador José Maranhão (PMDB-PB), e o relator, deputado José Pimentel (PT-CE).

"Obras não iniciadas, evidentemente, sofreriam cortes, mas esta não é uma proposta ortodoxa, mas uma sugestão", disse o senador José Maranhão, ao ressaltar, no entanto, que o "critério físico" não será o único na hora da tesoura. "Uma obra que não [foi] iniciada pode ser prioritária", ponderou o senador.

Segundo ele, a presidente do STF terá nova reunião com a cúpula do Judiciário no dia 28 de janeiro. Sobre a reação da ministra aos cortes nos recursos para obras que ainda não saíram do papel, José Maranhão foi cauteloso.

"Em princípio, todos estão dispostos a aceitar os cortes, mas, na hora de defini-los, querem que seja do outro lado", afirmou.

Na quarta-feira, após reunião no Ministério do Planejamento, Pimentel afirmou que as obras em andamento serão preservadas dos cortes no Orçamento. Contudo, obras com indícios de irregulares sofrerão cortes, como determina a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Suplementação

O presidente da Comissão de Orçamento admitiu que o governo poderá contingenciar recursos dependendo do desempenho da arrecadação federal. Por outro lado, afirmou, não está descartada a suplementação orçamentária, ou seja, a liberação de dinheiro extra.

"Se a receita crescer significativamente, a própria receita vai suportar maiores suplementações. Se não crescer, pode haver contingenciamento", avaliou Maranhão.

Segundo ele, o tamanho do corte ainda depende da reestimativa de receita que será apresentada pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ) na próxima semana. Embora acredite em um corte abaixo dos R$ 20 bilhões, Maranhão preferiu a cautela.

"Não se pode sacar um número esotérico", disse o senador, que desconversou quanto à previsão de R$ 5 bilhões a mais no relatório da reestimativa de receita. "Prefiro uma postura mais conservadora", afirmou Maranhão.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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