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Brasil
18/01/2008 - 16h56

Procuradoria recorre à Justiça para suspender greve de advogados públicos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

A Procuradoria Regional da União na 1ª Região, em Brasília, apresentou nesta sexta-feira na Justiça Federal do Distrito Federal uma ação com pedido de liminar para suspender a greve dos advogados públicos federais. A Procuradoria quer ainda que as nove entidades envolvidas na greve pague multa diária e ainda propõe que eventuais prejuízos sejam cobrados dos grevistas.

Ontem, os advogados da União deflagraram greve por tempo indeterminado e fizeram manifestação na Esplanada dos Ministérios e em frente ao Palácio do Planalto.

Os dirigentes do Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal informaram que a paralisação vai ser mantida por tempo indeterminado. "Estamos tranqüilos e vamos esperar que a decisão final ocorra. Temos segurança sobre a legalidade do nosso movimento e vamos contestar a tempo e a hora", disse Jorge Messias, secretário-geral do fórum.

A ação da Procuradoria foi proposta contra nove entidades representativas das carreiras jurídicas da AGU (Advocacia Geral da União). Segundo a Procuradoria, o governo federal enfrenta dificuldades causadas pelo fim da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

"Essas dificuldades, contudo, não significam de forma alguma que o governo se recuse a repactuar o reajuste", informa o documento.

Segundo a Procuradoria, a greve dos advogados é ilegal porque atinge setores essenciais à sociedade. "Por exercerem atividade pública considerada essencial pela própria Constituição Federal, a greve deflagrada deve ser declarada ilegal por contrariar o interesse público", argumenta a Procuradoria na ação.

Segundo a AGU, a greve dos advogados deverá provocar prejuízos ao patrimônio público e à ordem administrativa pois impede a defesa judicial dos entes públicos e o andamento de licitações e contratos necessários ao atendimento da população.

De acordo com os dirigentes da paralisação, independentemente da decisão, os atos programados para a próxima semana serão mantidos. Há previsão de protestos em frente a prédios públicos e também do edifício da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), em Brasília.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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