Brasil
21/01/2008 - 10h37

Lula vai cobrar mais eficiência de ministérios

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VALDO CRUZ
da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai dizer a seus ministros na reunião ministerial de quarta que o governo pode compensar eventuais impactos no Brasil da crise americana sendo mais eficaz nos gastos.

Lula não quer ouvir reclamações por conta dos cortes no Orçamento, que vão atingir R$ 20 bilhões, e vai cobrar mais agilidade e eficácia de seus auxiliares na execução dos investimentos do governo federal.

Ele acredita que, num ano de crise econômica no mundo, uma melhora no ritmo de investimentos federais pode reduzir o risco de o país crescer menos por conta de uma desaceleração nos EUA. O presidente pedirá atenção especial aos projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que será alvo de um balanço a ser apresentado pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Apesar de considerar ter havido uma melhora na execução do programa, o Planalto ainda não está satisfeito com o volume de gastos efetivos do PAC.

Ou seja, os ministérios aceleraram o empenho das verbas (reserva do dinheiro no Orçamento), mas ainda demoram para concluir os projetos, tanto que ainda é baixo o ritmo de liberação dos pagamentos.

Na reunião, o ministro Guido Mantega (Fazenda) apresentará um diagnóstico da crise no mercado americano e seus possíveis impactos na economia brasileira. Por enquanto, o governo mantém o discurso otimista de que o país sofrerá pouco e tem chances de manter um ritmo de crescimento forte.

Reservadamente, o governo já trabalha com a hipótese de uma taxa de crescimento abaixo dos 5%, atingida em 2007. No Planalto, já há quem concorde com o número de 4,5% previsto pelo Banco Central.

Lula espera que, após a reunião ministerial de quarta, seja informado que o encontro do Copom (Comitê de Política Monetária), no mesmo dia, decidiu não mexer nas taxas de juros, hoje de 11,25% ao ano.

A avaliação do Palácio do Planalto é que nesse início de ano o Banco Central não tem condições de retomar o processo de queda dos juros, interrompido em setembro do ano passado, mas também não acredita que ele venha a subir as taxas.

Dentro do governo, por sinal, antes do agravamento da crise econômica nos EUA, havia a torcida para que o BC voltasse a reduzir os juros na segunda reunião do ano, em março. Agora, isso é descartado.

Na reunião, Lula também deve endossar as preocupações do ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), que tem se queixado das dificuldades para negociar pedidos de aliados envolvendo nomeações de cargos e liberação de verbas.

José Múcio pediu a interferência de Lula para acabar com disputas entre os partidos da base e facilitar o trabalho de atendimento das reivindicações de políticos governistas. Segundo sua equipe, até agora 50% das pendências foram resolvidas, mas é preciso resolver a outra metade para que o governo não enfrente dificuldades no Congresso Nacional.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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