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Brasil
21/01/2008 - 12h36

Após férias, Lobão Filho é esperado em Brasília na quarta para apresentar defesa

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em meio às denúncias de sonegação de impostos, Edison Lobão Filho (DEM-MA) não comparecerá à posse de seu pai, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), no Ministério de Minas e Energia, marcada para 16h30 desta segunda-feira. Lobão Filho é esperado em Brasília na quarta-feira para prestar esclarecimentos ao pai e à cúpula do DEM, após o retorno das férias nos Estados Unidos.

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), reiterou hoje que é impossível dissociar Lobão Filho do fato de seu pai ocupar um cargo no primeiro escalão do governo federal. Indiretamente, ele deu a entender que a tendência é de o partido expulsar o empresário.

"A questão preliminar não tem solução. Não há como Lobão Filho não ser um senador da base aliada. O DEM é oposição", disse Maia. "Mas ele terá espaço para se defender e apresentar seus esclarecimentos."

O Conselho Político do DEM se reúne nesta terça-feira em São Paulo para avaliar as denúncias contra Lobão Filho. Porém, ele ainda não apresentou formalmente explicações sobre as acusações.

O empresário é suspeito de ser sócio oculto da distribuidora de bebidas Itumar --empresa que comandaria uma rede de sonegação de impostos no Maranhão. Esta empresa, de acordo com investigações, teria sonegado R$ 42 milhões desde 2000.

Lobão Filho tem 60 dias para assumir a vaga deixada pelo pai no Senado e mais 30 dias prorrogáveis. Segundo o ministro nomeado Edison Lobão, o empresário assume e se licencia para apresentar a defesa. No entanto, políticos experientes afirmam que a tendência é que o suplente abra mão da vaga, deixando que o segundo suplente, o ex-deputado Remi Ribeiro (PMDB-MA), assuma.

Remi Ribeiro, por sua vez, é acusado de apropriação indébita de recursos públicos quando trabalhou como tesoureiro da Prefeitura de São Bento (MA).

Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Dar ao filho a suplência do senado demonstra, o pai, estar mais preocupado em manter a boa vida do filho do trabalhar pelo país. Garanto, se deixassem, acomodaria toda a família em repartições públicas, ou próximo a ele para "assessorá-lo". Realmente a política desse país está um nojo. Vale lembrar que os lobãos acima são crias do José Sarney, Até quando, gente, aguentaremos essa canalhice ? A minha consolação é que ainda há homens sérios nesse país como o Rolando Boldrin. Vale a pena ouvir sua mensagem neste video . http://www.rolandoboldrin.com.br/video. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
GUARUJA / SP
Deixar o DEM tudo bem, desde que expulso conforme solititação do Dep. Onix, sem acordão, que o mandato de Lobão Filho, seja devidamente reinvindicado pelo partido junto ao TSE.
É o mínimo que se espera.
106 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Lobão Filho, vinte anos de filiação partidária no PFL, hoje DEM., de repente tem oportunidade de exercer o mandato de Senador da República, sem ter recebido um só voto e deixa o partido. Certamente seguirá o mesmo rumo de seu pai, que ingressou no PMDB, por puro interesse, uma vez que se continuasse no DEM, jamais seria ministro, neste governo. Creio que Lobão Filho irá para um outro partido, também da base aliada, afinal, creio que não se oporia a decisões do próprio pai. 1 opinião
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