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Brasil
21/01/2008 - 17h32

Lula empossa Lobão, descarta apagão e nega contrariedade com novo ministro

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RENATA GIRALDI
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva empossou nesta segunda-feira o novo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), em cerimônia no Palácio no Planalto. Lula negou que tenha ficado contrariado com a indicação de Lobão, que não tem conhecimento técnico sobre a pasta que está assumindo e tem um filho envolvido em denúncias de irregularidades.

"Houve insinuações de que estaria chateado. Só pode pensar isso de mim quem não me conhece. À medida em que um companheiro é indicado por um partido político, me reservo o direito de receber essa pessoa de braços abertos", disse Lula durante a posse de Lobão.

Lula Marques/Folha Imagem
Lobão já confirmou Márcio Zimmermann como novo secretário-executivo da pasta
Lobão já confirmou Márcio Zimmermann como novo secretário-executivo da pasta

No discurso, Lula respondeu às críticas de que a nomeação de Lobão atende a um caráter político e não técnico. "Eu estou convencido de que você exercerá sua pasta com a grandeza da sua carreira política e vai desmontar uma série de preconceitos. Como se todo técnico de futebol fosse o melhor jogador do time", rebateu Lula. "Com sua experiência política, você, Lobão, saberá detectar a inteligência viva e montar um ministério que possa ser motivo de orgulho para nosso país."

Indicado pela bancada do PMDB no Senado, Lobão assume Minas e Energia num momento em que há rumores sobre o suposto risco de um novo apagão energético. A pasta estava sendo chefiada interinamente pelo técnico Nelson Hubner. O antigo titular, Silas Rondeau, deixou o ministério após seu nome ser envolvido com a Operação Navalha da Polícia Federal, que desarticulou uma suposta quadrilha especializada em fraudar licitações públicas.

Lula descartou a possibilidade de faltar energia no país. "Se o mundo acabar vai ter apagão, se não chover nunca mais, vai ter apagão. Lobão vai ter a oportunidade de fazer uma comparação entre alguns pessimistas que vendem a idéia de faltará energia como em 2001."

A posse de Lobão foi prestigiada por várias lideranças do PMDB, como o presidente do partido, Michel Temer (SP), o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), entre outros. Edison Lobão Filho (DEM-MA), acusado de usar laranjas para ocultar participação na sociedade de uma empresa, não participou da posse do pai.

Currículo

Senador e ex-governador do Maranhão, Edison Lobão é advogado e jornalista de formação. Também foi deputado federal entre 1979 e 1987. Antes disso, foi membro do Conselho de Administração da Companhia Telefônica de Brasília e assessor no Ministério do Interior.

Lobão assume em meio a uma série de denúncias envolvendo seu filho e suplente, o empresário Lobão Filho (DEM-MA). Ele é acusado de usar laranja para escapar do fisco, ser sócio oculto de uma empresa de bebidas e de irregularidades na venda de uma emissora de TV no interior do Maranhão.

O novo ministro também foi alvo de críticas por ser uma indicação política e não técnica em um momento de ameaça de crise energética e enfrentou rumores de que sua indicação não contava com o apoio da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Em busca de soluções, Lobão marcou para terça-feira uma reunião com técnicos do Ministério de Minas e Energia.

Corinthians

Lula disse que viajou ontem de São Bernardo (SP) para Brasília na esperança de ver seu time, o Corinthians, vencer a disputa contra o São Caetano, no Campeonato Paulista. O time paulista perdeu para o São Caetano por 3 a 1.

"Cheguei aqui [em Brasília] feliz, achando que o Corinthians tinha ganhado. Mas perdeu", afirmou Lula ao ser cercado por jornalistas.

Comentários dos leitores
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Reginaldo Carvalho (76) 19/02/2008 09h14
Dar ao filho a suplência do senado demonstra, o pai, estar mais preocupado em manter a boa vida do filho do trabalhar pelo país. Garanto, se deixassem, acomodaria toda a família em repartições públicas, ou próximo a ele para "assessorá-lo". Realmente a política desse país está um nojo. Vale lembrar que os lobãos acima são crias do José Sarney, Até quando, gente, aguentaremos essa canalhice ? A minha consolação é que ainda há homens sérios nesse país como o Rolando Boldrin. Vale a pena ouvir sua mensagem neste video . http://www.rolandoboldrin.com.br/video. sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
Luiz Stephano De Módena (1226) 19/02/2008 01h15
GUARUJA / SP
Deixar o DEM tudo bem, desde que expulso conforme solititação do Dep. Onix, sem acordão, que o mandato de Lobão Filho, seja devidamente reinvindicado pelo partido junto ao TSE.
É o mínimo que se espera.
106 opiniões
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Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Antonio Fouto Dias (2079) 18/02/2008 21h04
Lobão Filho, vinte anos de filiação partidária no PFL, hoje DEM., de repente tem oportunidade de exercer o mandato de Senador da República, sem ter recebido um só voto e deixa o partido. Certamente seguirá o mesmo rumo de seu pai, que ingressou no PMDB, por puro interesse, uma vez que se continuasse no DEM, jamais seria ministro, neste governo. Creio que Lobão Filho irá para um outro partido, também da base aliada, afinal, creio que não se oporia a decisões do próprio pai. 1 opinião
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