Brasil
22/01/2008 - 08h35

Serra prestigia Kassab enquanto PSDB discute eleição

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da Folha de S.Paulo

Em um dia marcado por duas diferentes reuniões do PSDB, o governador paulista José Serra prestigiou ontem, a convite do prefeito paulistano Gilberto Kassab, o jantar de confraternização da cúpula do DEM.

Questionado se sua presença poderia provocar ciúmes no PSDB, Serra declarou: "Absolutamente. Toda vez que o DEM janta em São Paulo eu venho".

O governador negou ter conversado sobre a eleição municipal em São Paulo: "Não se tocou nenhuma palavra, nem remotamente, sobre prefeitura. Foi uma visita de cortesia. Estávamos trocando figurinhas sobre questões financeiras". Mas admitiu ter discutido a conjuntura nacional: "Estávamos falando. Eles falam. Sou sapo de fora, fiquei só um pouquinho."

O Serra entrou pelos fundos do hotel. Ficou 40 minutos e ficou sentado entre o presidente do DEM, Rodrigo Maia, e o ex-presidente do partido Jorge Bornhausen. Kassab acompanhou o governador até a saída.

Antes da chegada de Serra, Kassab reagiu às declarações do ex-governador Geraldo Alckmin, para quem a cidade só teria a ganhar com uma candidatura do PSDB. Segundo ele, o discurso de Alckmin é igual ao discurso de todos os partidos: "Este é também o discurso do DEM, do PMDB, do Lula".

E prosseguiu: "Acredito que a prioridade é a aliança. A cidade ganha com a continuidade de um bom governo que, numa parceria perfeita com o governo do Estado, corresponde às expectativas". Ele reafirmou que considera natural sua candidatura à reeleição.

PSDB

Cerca de 200 filiados participaram ontem à noite da reunião do Diretório Municipal do PSDB. Dirigentes zonais distribuíram um panfleto pela candidatura própria a prefeito: "O povo vota em tucano. Quem vai contra o povo?", dizia trecho do material, que reproduzia artigos do estatuto tucano em prol da candidatura própria.

O presidente municipal do partido, José Henrique Reis Lobo, pediu "união" e "calma" ao partido. "Essa discussão é processo que está começando. Nós não podemos nos afobar. É um projeto político de oposição nacional que está em jogo."

Na próxima semana, os diretórios zonais do PSDB na capital devem desencadear manifestações pela candidatura de Geraldo Alckmin a prefeito.

Também ontem à noite, nem um grupo restrito de sete deputados estaduais do partido, reunidos na casa de Bruno Covas, formaram consenso.

Alguns defendem publicamente a candidatura própria, como o anfitrião. Segundo Pedro Tobias, "partido que não lança candidato, morre". "Está bom demais o DEM pegar uma prefeitura por três anos."

Outros afirmam que, pensando em 2010, a aliança deve ser mantida. "É importante que as vaidades sejam postas de lado em prol de uma causa maior", disse João Caramez.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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