Corregedor-geral do Senado investiga denúncias contra Lobão Filho
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O corregedor-geral do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), disse nesta terça-feira que já começou a investigar as denúncias contra o empresário Edison Lobão Filho (DEM-MA) --suplente do senador Edison Lobão (PMDB-MA), que assumiu ontem o Ministério de Minas e Energia.
Tuma afirmou que aguarda informações da PF (Polícia Federal) e ainda hoje pretende conversar com o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, sobre as denúncias que envolvem o democrata.
"Algumas providências já estou tomando preliminarmente. Estou consultando a Polícia Federal e quero conversar com o secretário da Receita Federal. São denúncias graves. Agora tem de comprovar as perícias", afirmou.
Lobão Filho é acusado de usar laranja para sonegar impostos, de ser sócio oculto de uma empresa de bebidas e ainda de cometer irregularidades na venda de uma emissora de TV no interior do Maranhão.
Em viagem de férias aos Estados Unidos, Lobão Filho é esperado amanhã em Brasília. Na ocasião, ele deve prestar esclarecimentos aos democratas e também deve entrar em contato com o comando do Senado.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de o suplente pedir licença do cargo para poder se explicar, Tuma lembrou que foi um conselho dado pelo pai de Lobão Filho. "Não quero nem pensar porque teria um profundo desgosto ter de dar esse conselho a um filho."
Expectativas
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta terça-feira que não recebeu comunicado algum por parte de Lobão Filho ou de seus assessores sobre a posse dele na Casa. De acordo com o senador, o empresário ainda tem tempo para tomar essas providências.
Pelo regimento interno do Senado, Lobão Filho tem 90 dias para tomar posse a contar o prazo a partir da saída do titular do Senado. Em entrevistas anteriores, o ministro disse que seu filho vai assumir o cargo e depois licenciar-se.
No entanto, deputados e senadores que acompanham as acusações afirmam que Lobão Filho pode não assumir, deixando a vaga para o segundo suplente Remi Ribeiro (PMDB-MA) --que também é acusado de irregularidades.
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