Brasil
23/01/2008 - 14h33

Comissão adia relatório sobre reestimativa de corte do Orçamento após divergências

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

Peça-chave no ajuste que será feito no Orçamento da União, a apresentação do relatório com a reestimativa de receita foi adiada para 11 de fevereiro. Ainda assim, o deputado José Pimentel (PT-CE), relator do Orçamento, manteve a data para conclusão do relatório sobre a proposta orçamentária de 2008 para o dia 12 de fevereiro.

Com isso, Pimentel admite que terá apenas 24 horas para fazer o corte estimado até o momento em R$ 20 bilhões para cobrir o rombo deixado pela CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). "Um acordo político vai viabilizar o acerto", disse Pimentel.

O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator da reestimativa de receita, argumentou que recebeu somente na última sexta-feira as informações sobre a arrecadação do governo federal. Os dados foram divulgados pela Receita Federal.

O montante arrecadado somou R$ 615,5 bilhões no ano passado, um crescimento de 11% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação medida pelo IPCA. Se o governo não tivesse a CPMF em 2007, a arrecadação ainda teria sido R$ 25 bilhões mais alta que a de 2006.

Mesmo diante de números tão elevados, o presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), não arriscou um palpite sobre eventual redução no tamanho do corte para R$ 17 bilhões ou menos. "Não podemos saber por antecipação quanto será preciso cortar", afirmou.

Maranhão reiterou que as emendas individuais --apresentadas pelos parlamentares ao Orçamento-- devem ser preservadas. São aproximadamente R$ 4,8 bilhões destinados a obras em municípios.

O mesmo não deverá ocorrer com as coletivas --de bancada e de comissão-- que destinam R$ 7,3 bilhões para obras nos Estados. "Não tem como evitar [o corte nas emendas coletivas]", disse o presidente da Comissão de Orçamento.

Adiamento

O adiamento ocorre depois das divergências em torno da necessidade de cortar R$ 20 bilhões do Orçamento para adequá-lo ao fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

De acordo com integrantes da Comissão Mista de Orçamento, a previsão de arrecadação para 2008 será maior que o previsto inicialmente e isso permitirá um corte orçamentário menor. Em vez dos R$ 20 bilhões, o corte poderia cair para R$ 17 bilhões.

Mas o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse ontem ao presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), que o governo não pretende revisar para baixo a estimativa de corte. "Ele [Mantega] apenas não deu uma notícia muito boa sobre a reestimativa da receita. Ele [Mantega] disse que os cortes não podem ser menores porque as receitas se constituem de uma previsão", afirmou Garibaldi, logo depois de se despedir de Mantega.

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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