Brasil
23/01/2008 - 16h14

Lula quer capitalizar "potencial político" de ministros na relação com o Congresso

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Na reunião ministerial desta quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu usar o "potencial político" de seus ministros, aproveitando que representam diversos partidos, para aproximar o governo do Congresso. Por cerca de cinco horas, Lula tratou basicamente sobre política, relações entre Executivo e Legislativo e rapidamente a respeito da crise imobiliária nos EUA.

"É preciso capitalizar melhor o potencial de cada ministro para que atue nos [respectivos] partidos", disse o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), designado por Lula o porta-voz oficial da reunião. "Capitalizamos pouco o potencial político de cada ministro. É necessário que se use o talento e o potencial que cada [ministro] tem."

Sergio Lima/Folha Imagem
Na primeira reunião ministerial do ano, Lula pede "sacrifício" para todos da equipe
Na primeira reunião ministerial do ano, Lula pede "sacrifício" para todos da equipe

Durante a reunião, no Palácio do Planalto, Lula advertiu os ministros sobre a necessidade de eles aumentarem o diálogo com os parlamentares. Também afirmou que havia "pouca conversa política".

Prioridades

Para o governo, as prioridades no Congresso devem ser a votação da proposta final do Orçamento Geral da União e os cortes contidos nela, além da MP (medida provisória) que aumenta a alíquota da CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e também a reforma tributária.

Em ano de eleições municipais, o empenho do governo será para concentrar as atenções no primeiro semestre de 2008.

Múcio disse que em fevereiro o governo enviará a proposta de reforma tributária. Porém, antes do encaminhamento da proposta para o Congresso, Lula comandará a reunião do Conselho Político --no dia 21 de fevereiro-- para discutir o assunto.

Erros

Múcio admitiu ainda que o governo cometeu erros políticos nos últimos meses. Como exemplo, ele citou o tratamento nas negociações envolvendo as nomeações políticas para cargos-chave no Executivo. Sem citar situações específicas, disse que houve demora em atender aos apelos dos aliados, e que isso não iria mais ocorrer.

"Nós cometemos um erro: demoramos com isso [com as nomeações]", disse Múcio, informando que há "impasses" que envolvem burocracia e outras questões de divergências políticas. Porém, considera tudo isso normal.

Oposição

Durante a reunião, o presidente também orientou seus ministros para que fosse mudado o tratamento em relação à oposição. Segundo Múcio, os partidos de oposição não devem ser tratados como "inimigos", mas "adversários", pois no futuro podem contribuir com o governo.

"Temos de acabar com essa história de quem é contra é inimigo. É adversário e pode somar [no futuro]", afirmou o ministro.

Otimista, Múcio reafirmou que a derrota na votação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) foi "didática", mas que já é "matéria vencida".

Comentários dos leitores
Pra quem começouu a vida em pau de arara,é muito dificil cortar gastos em viagens.O Girimum do Nordeste não ficou 2 semanas seguidas em Brasilia TRABALHANDO nêstes 5 anos de desgovêrno!
TURISTA!!!
sem opinião
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Manuel da Silva (198) 02/06/2008 22h13
Manuel da Silva (198) 02/06/2008 22h13
Aqui tem petistas aloprados que em muito lembram o Chavez da Venezuela, num mix com o outro Chavez aquele do seriado da TV, que a todo instante diz "foi sem querer querendo" igual ao dito pelo Aparecido.

É uma bagunça total esse governo de incompetentes, o Chavez que lembra o da Venezuela é o imperador vermelho que fica lá em Brasília, em seu regime de governo totalitário não admite ser contrariado, embora seja omisso é um ditador gastador, quando o sapato aperta ele sai dizendo por ai que não sabe de nada.

O governo do Chavez omisso brasileiro está cercado de companheiros incompetentes por todos os lados, mas quando a coisa aperta, "sem querer querendo" os companheiros não aguentam e acabam "kaguetando" o nome dos componentes envolvidos em vários escândalos protagonizados pelos próprios.

É uma vergonha, gastador, mas sem gestão, os caras aloprados querem aumentar até o seguro DPVAT, além de querer recriar a CPMF.

Desse jeito nossa carga tributária vai para mais de 50%, sem dó nem piedade, aqui neste país precisamos trabalhar cinco meses por ano só para pagar impostos dos aloprados, e eles querem sempre mais e mais, nunca está bom para eles, vivem como se estivessem no Sultanato do Nepal sem se preocupar em momento algum com a plebe.

Mas isso vai mudar, ah se vai, estamos cansados de tantas vergonhas diárias, CHEGA!

Sds,
Manuel
São Paulo - SP.
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Maria Therezinha (108) 30/04/2008 16h19
Maria Therezinha (108) 30/04/2008 16h19
Àqueles politicos que em suas respectivas posses juraram respeitar a Constituição, se esqueceram do juramento, simplesmente preferiram se vender, e assim o brasileiro tem o bolso cada vez mais pesado pelos impostos criados por eles.
Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
6 opiniões
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