Brasil
24/01/2008 - 07h32

Caldas Novas vai realizar eleição para escolher prefeito com mandato-tampão

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FELIPE BÄCHTOLD
da Agência Folha

Sete meses antes das eleições municipais de 2008, moradores de Caldas Novas (GO) vão eleger em fevereiro um prefeito com mandato-tampão até o fim do ano. A campanha na cidade, já com carros de som, começou ontem. A propaganda em rádio e TV vai ser iniciada na próxima semana.

A cidade de 62 mil habitantes, um dos principais centros turísticos de Goiás, terá seu quarto prefeito em menos de um ano. O município é um dos focos de casos de febre amarela no país neste ano.

A eleição será realizada porque a prefeita, o segundo colocado e os vices deles no pleito de 2004 foram cassados no ano passado. A ex-prefeita Magda Hon (PTB) foi acusada de compra de votos, enquanto o segundo lugar, José Lima (PPS), é suspeito de distribuir gasolina a eleitores e fazer propaganda irregular. Eles negam as acusações e estão recorrendo dos afastamentos.

O prefeito no momento, Arlindo Vieira (PR), é um vereador que exerce também o cargo de presidente da Câmara.

A mulher do segundo colocado na eleição de 2004, Estela Godoy (PMDB), pretende concorrer, mas a Justiça Eleitoral ainda vai analisar se a candidatura será aceita. Outros dois vereadores e um ex-deputado estadual se candidataram.

Apenas quem votou quatro anos atrás poderá participar da nova votação, que será no dia 17 de fevereiro.

Uma eleição indireta chegou a ser marcada para setembro de 2007. Na véspera da votação, o Tribunal Superior Eleitoral expediu uma liminar suspendendo o pleito, após uma ação do terceiro colocado de 2004, que pretendia ser empossado no cargo. Em dezembro, foi definido que seria realizada uma nova eleição direta.

A cidade de Damianópolis (GO) também terá eleição suplementar em fevereiro por cassação dos eleitos em 2004. Ipiaçu (MG) deve ter nova votação, mas a data ainda não foi decidida.

A juíza eleitoral Telma Marques, responsável pelas ações que resultaram nos afastamentos em Caldas Novas, afirma que a instabilidade na prefeitura gerou uma desconfiança em parte da população.

"Alguns [moradores] reclamam. Essa mudança de prefeito, o entra um e sai outro, não deixa de criar uma insatisfação para a comunidade", diz.

O prefeito Arlindo Vieira diz que a confusão política não afetou o governo, mas acha que o novo prefeito será prejudicado. "Até entrar e aprender a administrar, já acabou o mandato".

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Luís da Velosa (1323) 29/10/2009 21h00
Vamos aguardar o julgamento do caso Battisti pelo Supremo Tribunal Federal - STF. Isso é o correto. Não somos juízes e, se nos arvorarmos a sermos, será uma impropriedade, uma temeridade. sem opinião
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Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
Washington Marques (87) 29/10/2009 13h53
NÃO SE PODIA ESPERAR OUTRA COISA DO SENADO FEDERAL SE NÃO A DESOBEDIENCIA JUDICIAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE FAZ APOLOGIA A DESOBEDIENCIA JUDICIAL E A DESORDEM TOTAL. O QUE SE ESPERAR DE UMA INSTITUIÇÃO QUE TEM A FINALIDADE DE LEGISLAR E FISCALIZAR, PRATICA NEPOTISMO EXPLICITO, DESCARADO A PONTO DE DESOBEDECER UMA ORDEM JUDICIAL (DA SUPREMA CORTE DESTE PAÍS).
SRES. SENADORES A PERGUNTA É: O QUE VOCES ESTÃO FAZENDO COM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA ? E ONDE VOCES QUEREM CHEGAR COM TANTOS ABSURDOS ??
sem opinião
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Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
Fatima Medeiros (15) 26/10/2009 20h57
QUE MARAVILHA NÃO VAI SOBRAR NINGUEM!!!! sem opinião
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