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Brasil
24/01/2008 - 11h02

Preocupado com Amazônia, Lula convoca reunião de emergência no Planalto

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne hoje, no Palácio do Planalto, sete ministros e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para discutir a questão do desmatamento da Amazônia. Preocupado com os últimos números que mostram a derrubada de 3.235 km2 de floresta na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007, Lula estuda meios de tomar providências para combater o avanço do desmatamento.

O presidente chamou para a reunião os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura), Nelson Jobim (Defesa), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

Segundo avaliação os técnicos do MMA (Ministério do Meio Ambiente), há uma tendência de alta no ritmo das motosserras, cuja ação o governo vinha conseguindo conter desde 2004. O reaquecimento da devastação a partir de meados de 2007 foi identificado pelos especialistas e organizações não-governamentais.

Projeções do MMA indicam que, em cinco meses --três deles (de outubro a dezembro) de tradicional baixa na devastação-- cortou-se 62% de tudo o que se cortou no ano passado.

Para Marina Silva, uma das causas do aumento do desmatamento seria a pressão por aumento da produção de soja e carne --commodities cujos preços subiram. Os satélites do MMA mostram que o desmatamento se concentrou em regiões produtoras de soja --o Nordeste mato-grossense, onde o governador do Estado, Blairo Maggi (PR-MT), tem uma fazenda-- e de gado --o sudeste do Pará.

Um decreto, editado em dezembro por Lula, pune quem comercializar ou mesmo transportar produtos de áreas desmatadas ilegalmente. O decreto deverá ser regulamentado nos próximos dias, com a divulgação da lista dos 30 municípios que mais derrubam floresta.

De acordo com dados do MMA, os líderes dessa lista são os municípios de São Félix do Xingu e Cumaru do Norte, ambos no Pará, seguidos de Colniza (MT).

 

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