Brasil
24/01/2008 - 17h00

Lula divulga medidas para conter desmatamento em 36 municípios

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Em uma reunião de emergência no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou divulgar uma lista com a relação dos 36 municípios campeões em desmatamento na Amazônia. Também decidiu que vai reunir os prefeitos dessas cidades e os governadores do Pará, de Rondônia, de Mato Grosso e do Amazonas para que juntos tomem providências e busquem reduzir a derrubada de árvores na região.

Segundo dados oficiais, 50% de 3.235 km2 desmatados na floresta na Amazônia, nos últimos cinco meses de 2007, estão localizados em 19 municípios do Mato Grosso, 12 do Pará, quatro de Rondônia e um do Amazonas.

Alan Marques/Folha Imagem
Após reunião com ministra Marina Silva, Lula aperta o cerco contra o desmatamento
Após reunião com ministra Marina Silva, Lula aperta o cerco contra o desmatamento

Lula determinou que fossem intensificadas as decisões anunciadas em dezembro para conter o desmatamento. Na relação de providências que serão intensificadas estão o embargo de propriedades onde houve desmatamento; controle de agropecuária; criação de unidades de conservação; bloqueio de financiamentos para aqueles que tiverem atividades que geram a derrubada de árvores e a exigência de recadastramento de propriedades localizadas nas regiões desmatadas.

Outra orientação do presidente para os ministros que tratam diretamente do assunto é que todos deverão sobrevoar os municípios onde se registram os principais percentuais de derrubada de árvores. A idéia é que eles identifiquem os problemas e definam por ações conjuntas.

O ministro Tarso Genro (Justiça) disse que a partir do dia 21 de fevereiro serão reforçadas uma série de ações de fiscalização e policiamento ostensivo na região Amazônica. A idéia é enviar mais 780 policiais federais, que representariam 25% de acréscimo no contingente amazônico, para 11 postos-chave --um fluvial, outro aéreo e nove estratégicos espalhados nos Estados onde se localizam as áreas de desmatamento.

As medidas foram discutidas em encontro de cerca de duas horas com os ministros Marina Silva (Meio Ambiente), Reinhold Stephanes (Agricultura), Nelson Jobim (Defesa), Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia), Dilma Rousseff (Casa Civil), Tarso Genro (Justiça) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário), além do diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

Marina Silva reiterou que desconfia que o aumento do desmatamento foi provocado pela pressão para elevar a produção de soja e carne --uma vez que as commodities subiram--, além do período de eleições. Ao lado dela, Stephanes negou essa avaliação, optando por afirmar que não houve aumento de produção agrícola ou bovina em áreas desmatadas.

Tarso, Marina Silva e Stephanes negaram que as ações reiteradas hoje foram emergenciais. Segundo eles, eram medidas já previstas. "A questão ambiental é prioritária e [esse conjunto de medidas] já estava pronto", disse o ministro da Justiça.

Comentários dos leitores
Gamarra R (92) 01/09/2008 10h30
Gamarra R (92) 01/09/2008 10h30
NÃO PRECISA DE IDÉIAS E AÇÕES MIRABOLANTES PARA EVITAR "A DESTRUIÇÃO DA AMAZÔNIA" COMO MUITOS INTITULAM. O DESMATAMENTO, SE FAZ PARA O USO DO SOLO, NO PLANTIO DE GRÃOS E CRIAÇÃO DE BOVINOS. MUITO SE FALAM, MAS QUANTOS AQUI REALMENTE PRATICAM ESSAS IDEAIS PRESERVACIONISTAS?
NOVAMENTE VENHO FRISAR, SE VOCÊ QUER FAZER ALGO PELO MEIO AMBIENTE COMECE A BOICOTAR O SETOR PRODUTIVO, "O VILÃO DA VEZ", É SÓ BOICOTAR OS PRODUTOS ORIUNDOS DO CAMPO, NÃO COMPRANDO LEITE, CAFÉ, PÃO, DERIVADOS DE MILHO, CEVADA, SOJA, TRIGO, ARROZ, AÇÚCAR, FEIJÃO, CARNE BOVINA, FRANGO, PRODUTOS INTEGRAIS, LIGHT, DIET, PRODUTOS TRANSGÊNICOS, NÃO ABASTECENDO VEÍCULOS COM ÁLCOOL, BIODIESEL, BOICOTANDO A COMPRA DE VEÍCULOS FLEX, NÃO COMPRANDO ROUPAS DE ALGODÃO, NÃO COMPRANDO MOVEIS DE MADEIRA NATIVA, E ETC, ETC.......
A PARTIR DESTAS AÇÕES O SETOR PRODUTIVO DEIXAR DE VENDER, TORNANDO INVIÁVEL O AGRO-NEGÓCIO E SEUS SETORES, ENDIVIDANDO OS PRODUTORES, QUE ACABARÃO MIGRANDO PARA AS GRANDES METRÓPOLES, QUEBRANDO A ECONOMIA E EMPRESAS CO-RELACIONADOS A TODO PRODUTO ORIUNDO DO CAMPO NO BRASIL.
SÃO AÇÕES, SIMPLES, "BARATA" E SEM BUROCRACIAS.
É CLARO QUE MUITOS AMBIENTALISTAS, FALAM, CRITICAR, ESBRAVEJAM, MAS NÃO TEM REALIZADO SUAS AÇÕES ONDE DEVERIA SER UM EXEMPLO, COMEÇANDO DENTRO DE CASA, ATÉ PORQUE VOCÊS ACHAM QUE ESSES "AMBIENTALISTAS DE PLANTÃO" IRA DEIXAR DE LADO O CHURRASQUINHO DE PICANHA E A CERVEJINHA NOS FINAIS DE SEMANA, HEIN!!!
sem opinião
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Alcides Emanuelli (291) 31/08/2008 01h02
Alcides Emanuelli (291) 31/08/2008 01h02
A piratária corre solta, navega por águas calmas e com liberdade e encontra sempre um porto aberto para atracar e vender seus produtos com preços que não são piratas.
Mas o que é pirataria, uma irregularidade uma desonestidade para com o fisco, uma sonegação.
O que não é pirataria, preços exorbitantes muito acima do preço de custo do produto.
Quando não se tem inteligência muito menos visão emprendedora nossa classe empresarial de combater a pirataria com a qualidade aliada a bons preços ou preços justos, a pirataria se torna popular, como popular são os Bolsa familia, bolsa escola, vale gaz, vale um monte de coisa.
Agora perguntando será que todos esses programas de dar esmolas ao povo e os atrelarem a interesses pessoais não são programas piratas!
É dificil dizer onde esta o buraco, porque sempre tem alguem interessado nele e o esconde de todos, assim a vida vai passando e nós vamos andando no ritmo que a vida quer nos levar.
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Alcides Emanuelli (291) 30/08/2008 16h07
Alcides Emanuelli (291) 30/08/2008 16h07
O Ministro das desigualdades sociais! nosso caro Minc, diz que não tem nada para comemorar, com essa tal de diminuição da destruição!
Parece que ele é um ser imbeciloide que vê mas não diz o que vê, e a destruição continua no mesmo ritmo, mas eles dizem que é para o desenvolvimento ou melhor crescimento sustentavel.
Se querem fazer algo de bom para o Brasil e salvar a floresta, é só lançarem um lei proibindo a derrubada a destruição da floresta e colocar o exercito como paladino da preservação da proteção da floresta.
Ai caro Ministro das desigualdades socias, que tanto defende seu ministério que protege a nova Aristrocracia emergente a NeoAristrocracia, o mundo teria condições de comemorarem e nos ficariamos orgulhosos se não somos melhores que os outros em nada, mas somos melhores em proteção ambiental do maior patrimonio vegetal da humanidade.
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