Brasil
25/01/2008 - 12h03

Advogados públicos dizem que decisão contrária à greve é "afronta" ao STF

LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os advogados da União preparam o recurso contra a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal, que considerou ilegal a greve iniciada há oito dias. A categoria afirma que ainda não foi notificada da decisão judicial.

Para o secretário-geral do Fórum Nacional da Advocacia Pública Federal, Jorge Messias, a decisão da Justiça Federal é uma "afronta à autoridade" do STF (Supremo Tribunal Federal), que reconheceu o direito de greve do funcionalismo público com restrições às paralisações.

"Estamos cumprindo os requisitos da lei de greve do setor privado. O trabalho não foi interrompido, mas a decisão da Justiça Federal, que considerou a greve ilegal, só intensificou a paralisação. A categoria não está disposta a ceder", afirmou Messias.

Os advogados da União --6.000 ativos e 5.000 inativos-- reivindicam o cumprimento do acordo fechado com o governo federal que prevê aumento de 30% até 2009.

Segundo Messias, o argumento do governo federal, de que a rejeição da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não permite a concessão de reajustes salariais até a recomposição do Orçamento da União, é inválido. "Os recursos da CPMF não eram usados para pagar os salários dos servidores", rebateu.

Negociações

O governo suspendeu os reajustes salariais para militares e servidores civis até que sejam feitos ajustes no Orçamento para adequá-lo ao fim da CPMF. O "rombo" deixado pela rejeição do imposto do cheque, segundo o governo, é de R$ 40 bilhões.

A Condsef (Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal) volta a se reunir na próxima semana com o Ministério do Planejamento para negociar o reajuste para os servidores da saúde, trabalho e previdência social, que somam cerca de 180 mil.

Segundo o diretor do Condsef, Sérgio Ronaldo da Silva, o governo assumiu o "compromisso político" de continuar negociando e garantiu que os acordos firmados serão mantidos.

Neste caso, encontram-se três categorias --cultura, Hospital das Forças Armadas e Banco Central--, que aguardam o envio ao Congresso de uma MP (medida provisória) reajustando os salários. O governo também deverá formalizar o acordo com os servidores do Incra.

"O governo argumenta que não pode enviar uma MP criando despesa sem receita", afirmou Silva.

Por outro lado, 24 categorias querem manter as negociações com o governo para garantir reajustes salariais. "O que nós queremos é o compromisso de que as negociações vão continuar. Estamos em estado de alerta", disse o diretor do Condsef, que representa 800 mil servidores.

Comentários dos leitores
Nós podemos falir o brasil e deixar na miseria milhões de cidadãos honestos deste Pais, mas com esses aumentos de salarios que aprovaremos para nós "servidores" em conluio com o supremo tribunal de justiça, vamos eleger nosso candidato à presidência em 2010.
Assinado: Governo Lula
sem opinião
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lucio bertolli (2) 27/08/2008 17h29
lucio bertolli (2) 27/08/2008 17h29
por que nao descutem a reduçao da maquina governamental,dos impostos,controle dos gastos publicos.sabe quanto custa um deputado federal com toda sua curriola? sem opinião
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Luiz Stephano De Módena (1226) 20/05/2008 02h53
Luiz Stephano De Módena (1226) 20/05/2008 02h53
GUARUJA / SP
O Partido dos Trabalhadores esqueceu-se dos trabalhadores que o colocaram no poder maior.
O Partido dos Trabalhadores através do deùs-lúlla-lá transformou até aqui como "incancelável" o imposto sindical.
Como forma de cooPTação repassa aos companheiros sindicais o aludido imposto, e pasmem, o deùs-lullá-lá vetou a obrigatoriedade na prestação de contas, assim sendo, os companheiros gastam da forma que quiser o suado dia de trabalhado de cada trabalhador brasileiro sem precisar perder tempo de prestar contas.
Outras bandeiras ideologicas do Partido dos Trabalhadores como a redução semanal de trabalho para 40 horas também permanceram no esquecimento.
Mas, àqueles petistas do desgoverno da incomPTência, que insistem em dizer que governam para os pobres, se contradizem, ao abrirem mão da receita relativa ao imposto sobre as exportações em mais um beneficio ao que um dia chamavam de elite empresarial.
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