Brasil
25/01/2008 - 13h16

Lupi diz que está com a consciência tranqüila e que pretende ficar no governo

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REGIANE SOARES
da Folha Online

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, sinalizou hoje que não pretende deixar o cargo que ocupa no primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A permanência dele no governo foi questionada depois da Comissão de Ética Pública sugerir ao presidente o afastamento de Lupi por entender que há conflito de interesses entre o cargo de ministro e o de presidente do PDT --partido que integra a base de apoio do governo.

Sem citar o nome da comissão, Lupi pediu para que deixassem ele continuar trabalhando. "Estou com consciência tranqüila de quem está cumprindo com o dever. Quero que me deixem trabalhar", disse ele hoje em São Paulo.

Questionado se pretendia deixar o governo, Lupi disse que não. "Da minha parte, não. A não ser que o presidente me tire. Essa é uma prerrogativa dele."

O ministro negou que o pedido de saída do cargo feito pela comissão não o constrange. "Constrangimento causa a alguém que tenha feita alguma irregularidade. E no ministério não tem irregularidade. É transparente e não tenho o que esconder, não tenho o que temer."

Lupi afirmou que vai evitar falar sobre o tema e que agora espera pelo o parecer final da AGU (Advogacia Geral da União) sobre o caso. E fez propaganda sobre seu trabalho: "O ministério está alcançando resultados nunca antes obtidos na história: geração de emprego e aplicação do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço]."

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2079) 08/03/2008 19h23
Antonio Fouto Dias (2079) 08/03/2008 19h23
O PDT é o legítimo sucessor do PTB de Leonel Brisola e Getúlio Vargas, deveria ser um partido independente e buscando a re-conquista do espaço perdido, entretanto, fica integrado à base aliada do governo, buscando algumas garantias que poderão muito bem não existir e com isso se manterá entre os partidos intermediários. Essa questão do ministro Lupi, não dá para entender outra coisa, que não seja a conquista de publicidade ou para que seu nome se coloque em evidência, pois é mais que sabido de que não se deve acumular dois cargos executivos, não precisava tanto tempo para se chegar a essa conclusão e que, no meu entendimento, só foi negativo para o partido. 1 opinião
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Antonio Fouto Dias (2079) 04/03/2008 07h03
Antonio Fouto Dias (2079) 04/03/2008 07h03
Como esse governo gosta de criar trempestade em copo d'água. Então vejamos, o cargo de ministro é um cargo executivo. O cargo de presidente de partido, também é considerado cargo executivo. Se há dispositivos legais de que não pode haver acúmulo de cargos ou funções executivas, é só determinar a opção. Ou permanece no ministério ou na presidência do partido; numa eventual insistência, cabe ao Presidente Lula uma desisão de que se não optar, não permanece no ministério e pronto. 1 opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 29/02/2008 12h07
Rui Ruz Caputi Caputi (1130) 29/02/2008 12h07
Os saqueadores que pilham o dinheiro público, devem ser compreensivos com a cobrança e pressão do povo. Afinal somosd quase 190 milhões de investidores compulsórios. É muita gente para que se esqueça tão facilmente de pessoas que enfiam a mão em nossos bolsos.
Quem não quer ser cobrado, que não se aventure a ingressar ou excursionar pela coisa pública.
Minha gente, meu povo! Temos que ir nos revezando com a fiscalização do uso de nosso dinheiro nas mãos de nossos gestores públicos.
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