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Brasil
29/01/2008 - 16h48

Planalto mantém em R$ 20 bilhões meta de corte do Orçamento para compensar CPMF

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O governo deve defender a manutenção da decisão de cortar R$ 20 bilhões nas despesas de custeio e investimento nos Três Poderes do Orçamento Geral da União de 2008. A definição foi reiterada na reunião de coordenação política realizada nesta terça-feira no Palácio do Planalto.

Por quase duas horas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu o vice-presidente José Alencar e seis ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), Paulo Bernardo (Planejamento), Guido Mantega (Fazenda), Tarso Genro (Justiça) e Franklin Martins (Comunicação Social) para discutir o assunto.

20.set.07/Folha Imagem
Ministro Paulo Bernardo diz que não dá para revisar para baixo estimativa de corte
Ministro Paulo Bernardo diz que não dá para revisar para baixo estimativa de corte

A Folha Online apurou que a reunião foi dominada por temas econômicos. Ao falar sobre os cortes no Orçamento, Bernardo reiterou que será necessário manter o número de R$ 20 bilhões. Porém, destacou que o Congresso é soberano para fazer a reestimativa de receita e decidir sobre o assunto.

Integrantes da Comissão Mista de Orçamento do Congresso sinalizam que o corte na proposta final poderá cair de R$ 20 bilhões para R$ 17 bilhões. Mas, segundo interlocutores do Planalto, Bernardo disse que essa previsão não corresponde aos números levantados pelo governo.

Mantega fez um balanço sobre a crise nos EUA. De acordo com relatos, ele disse que o Brasil não deve ser afetado pelos efeitos da turbulência norte-americana, repetindo o que o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou na semana passada durante a reunião ministerial.

A reunião realizada na manhã desta terça-feira estava prevista para ontem. Mas foi adiada para hoje porque Alencar e alguns ministros estavam fora de Brasília. Será a última reunião antes do Carnaval. Em seguida, o presidente deverá tirar alguns dias de folga.

De acordo com interlocutores, na reunião de hoje não se mencionou a possibilidade de recriar o "imposto de cheque", apesar de alguns integrantes de partidos governistas defenderem uma nova versão da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Comentários dos leitores
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Elvis Gimenes (36) 10/11/2009 12h22
Maldito o governante que não respeita a justiça. eles querem o poder judiciário falido para não coloca-los na cadeia, o que é bem feito pro TJSP, la so tem tucanos, estão morrendo com seu própio veneno. sem opinião
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Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Marcos Roma (11) 10/11/2009 10h02
Eleições 2010. O jogo nem começou, e a oposição já está perdida. Não tem argumentos, não tem programa, não tem discurso. A única esperança é a ajuda da mídia. Dá até dó. 1 opinião
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Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Louis Fod (294) 22/10/2009 22h59
Paulo Bernardo tem uma musica para negociar com quem pede aumento, ela começa assim Vai tomar no meio do seu .., vai que vai tomar... então é esse o planejamento a longo prazo. Não que o servidor ganhe mal mas quem mandou criar cabide de emprego? A folha de pagamentou inchou mais que o seu ministro. 6 opiniões
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