Brasil
30/01/2008 - 07h35

Presidente Lula manda checar dados do desmate

Publicidade

da Folha Online

A Polícia Federal e os ministérios do Meio Ambiente e da Agricultura vão sobrevoar nesta quarta-feira (30) áreas da Amazônia para avaliar o problema do desmatamento, a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informa Kennedy Alencar na Folha de S.Paulo de hoje (íntegra disponível apenas para assinantes do UOL e do jornal).

A missão é verificar se de fato houve aceleração do ritmo de desmatamento da Amazônia nos últimos cinco meses de 2007, conforme apontaram números divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) na quarta-feira da semana passada.

Segundo auxiliar direto do presidente, a cúpula do governo tem "desconfiança" de número que aponta interrupção do ritmo da queda de desmatamento, que vinha caindo desde a virada de 2004 para 2005. Lula quer uma avaliação nos locais, no prazo de um mês.

O presidente foi estimulado pelo impacto internacional da notícia, negativo para ele, que tem boa imagem no exterior e vende o agronegócio brasileiro como ecologicamente correto.

Segundo estimativa do Inpe, 7.000 km2 de floresta --área equivalente a 4,7 vezes a área da cidade de São Paulo-- foram derrubados no último trimestre.

Comentários dos leitores
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Felipe Zagalo (1) 24/06/2009 15h11
Tenho pela certeza que o sr. Reis sabe o que diz. Não posso recriminá-lo pelas suas palavaras, pois vivo na Amazônia e sei exatamente o que acontece nos dois extremos, do degradador e do ambientalismo, muitas das vezes radical. Não podemos negar que há pessoas sem nenhum preparo para respeitar as questões ambientais, mas também não podemos negar que a pobreza causa muito mais impacto negativo, seja socialmente como ambiental, portanto tenho que respeitar a opinião do Sr. Reis, pois Londres, Paris, Amsterdã, entre outras cidades ricas da Europa, Oceania, Canadá e EUA estão no topo do ecologismo, sendo modelos de preservação ambiental, depois de esgotarem seus recursos naturais, sendo assim foi fácil recuperar um Tâmisa, um Sena, mas veja se a indústria parou? Aqui na Amazônia existem pessoas sérias, existem fazendas de gado, muito melhores, na questão ambiental, do que muitas que conheci em São Paulo, existem muitas áreas agrícolas que respeitam as APP's, o que a gente não vê no oeste do Paraná. Então saudações ambientais sr. Reis e que Deus sempre o ilumine. sem opinião
avalie fechar
oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
oldemar rodrigues (4) 23/06/2009 22h40
Esta é uma coisa razoavel que o Presidente Lula disse nestes ultimos dias de avalanches politicos negativos.
O Meio Ambiente é um bem de todos, produtores ou não. E nada mais justo que haja participação da classe produtora nas decisões para preservação ambiental , pois essa matéria sempre aconteceu de forma unilateral e eu sou testemunho disso, pois estou na area ambiental a 30 anos e com segurança digo que se essas areas não interagirem jamais teremos preservação de verdade.
Não devemos esquecer que o desenvolvimento é uma necessidade imediata de qualquer ser humano, seja ele ambientalista ou produtor, pois ambos respiram, comem, trabalhão. ao contrario das consequencias ambientais causada pelo desenvolvimento insutentavel que leva tempos para ser percebido levando varias gerações as vezes para se manifestar. Portanto a educação ambiental e a aplicação de leis adquadas feitas com a participação de ambas as partes seriam o ideal para os bons resultados na luta pela preservação ambiental.
1 opinião
avalie fechar
Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
Rodrigo Vieira de Morais (86) 22/06/2009 17h49
O problema não é desmatar, e sim o que o pessoal vai vazer da vida depois de desmatar a Amazônia. Vai viver de quê?
Aqui no sudeste e sul do país o que aconteceu foi um desmatamento desinfreado que não trouxe vantagem alguma.
Quem ganhou muito dinheiro com o desmatamento acabou vendendo sua propriedade e foi pra cidade viver de aluguel de imóvel.
Quanta área aqui no sudeste e sul é mal utilizada pelo produtor rural. Agora as áreas desmatadas valem menos que as áreas com reserva legal e APP.
O problema todo é renda para as pessoas, enquanto uma árvore valer mais deitada do que em pé não existirá preservação ambiental aqui no Brasil.
3 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (556)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca