Sob investigação, ministro da Pesca diz que usa cartão corporativo de forma racional
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro Altemir Gregolin (Pesca) negou nesta quarta-feira o uso indevido de seu cartão corporativo, que considerou o instrumento "mais transparente" para o pagamento de despesas. Ele usou o cartão corporativo para pagar uma conta de R$ 512,60 em uma churrascaria em Brasília. O ministro disse que a despesa refere-se a um almoço de negócios --ele recebeu uma comitiva pesqueira da China.
Gregolin admitiu que o cartão não é usado apenas para gastos emergenciais --o que contraria o decreto que estabelece regras para seu uso. Mas afirmou que vai ressarcir os cofres públicos se a CGU (Controladoria Geral da União) verificar irregularidades no uso do seu cartão corporativo. "Estou tranqüilo quanto à lisura do uso do dinheiro público", afirmou.
| Antonio Cruz/ABr |
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| Altemir Gregolin diz que usa de forma racional cartão corporativo e nega abusos |
Sob orientação do Palácio do Planalto, em uma tentativa de encerrar a polêmica, Gregolin procurou detalhar a despesa de R$ 21,8 mil em 2007 com o cartão corporativo.
Segundo ele, os gastos foram feitos no cumprimento de 168 agendas de trabalho em 85 cidades. O ministro garantiu que usa o cartão --que tem limite de R$ 800 por emissão ou R$ 8.000 mensais-- para pagar hotel e alimentação nas viagens oficiais.
Restaurantes e veículos
O ministro precisou explicar o uso do cartão para pagar contas de valores elevados em restaurantes ou de aluguel de veículos em datas não incluídas em sua agenda oficial. Neste último caso, argumentou que alugar um carro sai mais barato que deslocar um veículo oficial da capital para o interior do Estado.
O gasto de R$ 512,60 em uma churrascaria de Brasília, em 19 de dezembro de 2006 --debitado na fatura do cartão apenas no mês seguinte-- foi justificado por Gregolin por estar acompanhado da delegação chinesa, com a qual fechou um acordo de cooperação.
Para explicar despesas que somam R$ 222,85 em restaurantes do Rio de Janeiro, na Quarta-Feira de Cinzas do Carnaval de 2007, Gregolin usou o mesmo argumento: missão oficial. Neste caso, a tarefa era acompanhar o ministro da Pesca da Noruega no desfile da escola Imperatriz Leopoldinense na Marquês de Sapucaí cujo tema era o bacalhau.
Questionado sobre o gasto de R$ 120 com um almoço no restaurante Porcão, no dia seguinte ao desfile de Carnaval, o Gregolin rebateu. "O ministro é proibido de almoçar neste restaurante? Sigo a orientação de uso racional do cartão", defendeu-se, negando ainda o consumo de bebida alcoólica em uma choperia no interior de São Paulo, onde pagou a conta com o cartão corporativo. "Foi refeição, não foi bebida."
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Especial



Mexem e remexem, e tudo fica igual.
Realmente não damos sorte, mas sempre se pode fazer uma tentativa na PRÓXIMA ELEIÇÂO !
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Presidido por Henry Kissinger, ex-secretário de Estado dos Estados Unidos, o júri premiou Lula "por sua atuação na promoção da paz e da igualdade de direitos".
Não é um premiozinho qualquer. Entre as 23 personalidades mundiais que receberam o prêmio até hoje _ anteriormente nenhum deles brasileiro _ , estão Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, Yitzhak Rabin, ex-premiê israelense, e Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos.
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Mas nada disso foi capaz de comover os editores dos dois jornalões paulistas, Folha e Estadão, que simplesmente ignoraram o fato em suas primeiras páginas. "O que é bom a gente esconde, o que é ruim a gente divulga", parece ser mesmo a postura de boa parte dos editores da nossa imprensa com um estranho gosto pelo noticiário negativo, priorizando as desgraças e minimizando as coisas boas que também acontecem no país.
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o esquema do cartão corporativo substituiu
o esquema do "mensalão".
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