Brasil
30/01/2008 - 19h58

Bernardo diz que reajustes estão suspensos e que "greve não faz aparecer dinheiro"

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que vai repetir aos servidores federais que não há condições de conceder os reajustes salariais negociados no ano passado. Bernardo se reúne com 29 categorias de funcionários públicos.

Segundo ele, os reajustes salariais ficaram inviabilizados pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). "Eu não posso fazer um encaminhamento de uma decisão de maneira irresponsável do ponto de vista fiscal", afirmou Bernardo antes de se reunir com os representantes dos servidores públicos.

Bernardo disse que tentará manter na reunião um canal de diálogo com os funcionários públicos. Ele não acenou com nenhum tipo de flexibilização mesmo com a ameaça de greve do funcionalismo. "Eu não posso me manifestar sobre isso. Até porque greve é um direito previsto na Constituição. Mas greve não faz aparecer dinheiro e não resolve o problema."

No entanto, o ministro não descartou fazer uma repactuação dos acordos feitos no ano passado com os servidores. Mas ele não fez uma previsão de quando esses reajustes poderão ser concedidos.

O diretor nacional da Cnasi (Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra), José Vaz Parente, disse que a categoria entrará em greve se o acordo negociado no final do ano passado não for cumprido. "A nossa expectativa é que o governo honre o acordo, pois é só formalizar. O não cumprimento vai empurrar a categoria para a greve."

Segundo ele, o governo fechou em 29 de dezembro fechou um termo de compromisso que previa a concessão de reajuste escalonado de 32% a 50% --divididos em em três anos-- para 10.900 trabalhadores da categoria, entre ativos e inativos.

Comentários dos leitores
Claudio Roberto Lamonica (2) 19/10/2009 19h35
Claudio Roberto Lamonica (2) 19/10/2009 19h35
UHHHA! QUERO SER FUNCIONÁRIO PUBLICO FEDERAL. sem opinião
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Luís da Velosa (1228) 13/03/2009 17h33
Luís da Velosa (1228) 13/03/2009 17h33
Isso tudo é perda de tempo, uma manobra de retirada de foco dos grandes problemas. A burocracia é um estorvo, que tudo emperra. Devem é promover cursos de atualização, remunerar condignamente, via mérito, respeitar os seus direitos e estendê-los, pois, tem muito dinheiro, muito gost ganhando, desperdiçando energia, violentando o erário e jogando fora os alimentos, e, construir um sentimento de gratidão para com aqueles que deram a sua vida pelo crescimento da nação, os aposentados e pensonistas. Aliás de parabéns o presidente da Câmara dos Deputados, professor Michel Temer e a todos queles que lutaram em favor dos que já cumpriram a sua missão laboral, mormente o senador Paulo Paim, Mário Couto - o grande defensor do Estado do Pará - e tantos outros que estiveram presentes à reunião de ontem, dia 12.03.2009. sem opinião
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Tonia MSantos (457) 13/03/2009 12h48
Tonia MSantos (457) 13/03/2009 12h48
Lei de greve do funcionalismo.
Meu a renda per capita de Brasilia é uma aberração em relação ao resto do Brasil, Nem São Caetano do Sul tem renda percapta tão alta. Querem fazer greve pra quê.
Para mim isso é manobra do PT. É a oportunidade que o PT tem de travar a máquina publica quando não for governo e assim atraplhar toda e qualquer governo que seja contra as decisões petista.
Na verdade o PT como a força sindical estão se aprimorando em ações (desconheço o nome correto) virulentas para dar a impressão que a situação esta caotica, como faziam com o "fora FHC". Ou o ataque ao congresso pelo MLST, ou essa manifestação do MST após as declarações do Gilmar Mendes. Para mim isso é terrorismo. Quando vamos ter um governo que tenha realmente coragem de acabar com essa baderna e colocar esses aproveitadores da paciência popular e jogá-los em prisões e esquecer a chave? QUANDO?
8 opiniões
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