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Brasil
31/01/2008 - 16h29

Procuradores defendem uso de cartões, mas sugerem redução do limite de saque

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os procuradores do Ministério Público Federal no Distrito Federal Carlos Henrique Martins Lima e Eliana Pires Rocha defenderam nesta quinta-feira a manutenção do uso dos cartões corporativos do governo federal. No entanto, sugeriram que o limite de saque seja reduzido e ainda extintos outros instrumentos para utilização de recursos públicos.

Lima e Rocha são responsáveis pelos dois inquéritos civis públicos que investigam eventuais abusos no uso dos cartões pelos ministros Matilde Ribeiro (Igualdade Racial), Altemir Gregolin (Pesca) e Orlando Silva (Esporte).

Segundo o procurador, o ideal seria "universalizar" o sistema dos cartões corporativos de tal forma que fosse o único mecanismo para utilizar recursos públicos. De acordo com ele, o sistema permite que haja mais transparência no acompanhamento dos gastos e também nas informações relativas ao uso do dinheiro.

Sem apontar um número específico, Lima e Rocha sugeriram que fosse limitado o valor para saques em espécie utilizando os cartões. O limite atual é de R$ 8.000 mensais. Para os procuradores, além de informar sobre eventuais saques, o responsável pelo cartão deveria também justificar o motivo da retirada em espécie.

Parcerias

Duas investigações estão em curso no Ministério Público do DF: um inquérito iniciado em 2004 sobre uso de cartões corporativos pela Presidência da República e o outro, que foi instaurado esta semana, que trata especificamente sobre o caso dos ministros. De acordo com os procuradores, não há previsão de quando serão concluídos.

Porém, Lima e Rocha informaram que vão trabalhar em parceria com o TCU (Tribunal de Contas da União) --que ontem anunciou a realização de auditoria geral sobre a utilização dos cartões corporativos-- e a CGU (Controladoria Geral da União), que já investiga os ministros.

Os procuradores lembraram ainda que, em caso de comprovada a responsabilidade, o acusado deve responder por improbidade administrativa --uso indevido de dinheiro público. No caso, as penas vão desde a devolução do dinheiro à multa civil, perda dos direitos políticos e da função pública.

Lima destacou ainda que a simples devolução do dinheiro não livra o denunciado de ser investigado, já que Matilde disse ter se equivocado ao usar o cartão em um free shop, quando gastou R$ 461,16, mas afirmou ter devolvido o dinheiro. O procurador lembrou que a devolução é apenas uma das punições.

Comentários dos leitores
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
Eduardo Giorgini (345) 12/10/2009 11h02
"Oposição critica sigilo em gastos do governo após análise das informações no TCU"
Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
sem opinião
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Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Luís da Velosa (1172) 18/08/2009 07h48
Cartão Corporativo... mais atos secretos. Cadê a transparência?! Meu Deus, que horror! Quanto cinismo! Quanta corrupção! sem opinião
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Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
Monica Rego (311) 17/08/2009 15h49
La vem a mídia conservadora e os demos tucanos, com memória curta já devem ter se esquecido do serra-card ou alguma coisa mudou?!
Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
33 opiniões
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