Brasil
01/02/2008 - 13h27

Lula recebe Matilde Ribeiro após polêmica com cartões corporativos

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe hoje a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). É o primeiro encontro entre eles após a suspeita de Matilde usar irregularmente o cartão corporativo do governo federal.

Além de Matilde, a CGU (Controladoria Geral da União) também vai investigar os gastos dos ministros Orlando Silva (Esporte) e Altemir Gregolin (Pesca) com cartões corporativos. Dos três, entretanto, Matilde é que está em situação mais complicada.

As despesas da ministra com o cartão corporativo somaram R$ 171 mil em 2007. Além do pagamento de uma conta em um free shop no valor de R$ 461,16, Matilde gastou mais de R$ 110 mil com aluguel de carros e mais de R$ 5.000 em restaurantes. No caso do free shop, a ministra disse que usou o cartão corporativo por engano e que já teria ressarcido os cofres públicos.

A expectativa é a de que Matilde divulgue uma nota ou conceda uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira para falar sobre o uso do cartão corporativo.

Reportagem publicada na edição de hoje da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL) informa que o Planalto espera que Matilde tome a iniciativa de deixar o cargo para evitar um desgaste ainda maior.

De acordo com a reportagem, o presidente Lula relatou ontem a assessores estar "incomodado" com o caso e avalia que a melhor saída seria ela colocar o cargo à disposição.

Se ela não tomar essa iniciativa, o presidente Lula deve aguardar o relatório da auditoria que a CGU está fazendo nos gastos do cartão corporativo da ministra antes de tomar qualquer medida contra ela. O relatório deve ficar pronto apenas depois do Carnaval.

Férias

Mesmo em férias, a ministra usa o cartão corporativo para pagar despesas, informa nesta sexta-feira o "Painel" (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL) da Folha, editado interinamente por Vera Magalhães.

De acordo com o "Painel", Matilde usou o cartão corporativo para pagar despesas de R$ 2.969,01 no período de 17 de dezembro de 2007 a 1º de janeiro --quando estaria em férias.

Na véspera de Natal, por exemplo, Matilde pagou R$ 1.876,90 para uma locadora de carros. No dia 17, o primeiro das férias, ela pagou R$ 104 num bar da Vila Madalena, na zona oeste de São Paulo.

Comentários dos leitores
No forum lá em Comandatuba qudo tomaram uma bucha do empresariado, certo politico disse que pouco se importava com a opinião do cidadão cmum mas dos empesários,é o dn-din da campanha.Devemos prestar mais atenção em quem votamos.Não nos venderms por uma cesta basica ou algo semelhante, o povo não é burro é ignorante,agora depois qu souber quem é quem e votar nessa quadrilha que habita Brasilia ai sm é burrice cavalar.Solicito apoio d imprensa em geral para elucidar os internautas com referencia aos planos de saude do Congresso, esclarecendo se é verdade mesmo quando ele deixa o Congreso, ele cntinua tendo direito e toda a a familia?Aqeles que ficam só 6 meses tb tem esse direito.Vejam como os nobres coegas nos enganam evão tentar nos engana muito mais.Pensem bem na hora de votar, pois a mão coça e quem chega só quer facilidades. 4 opiniões
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Os cartões corporativos da presidencia não podem ser sigilosos, esta desculpa cínica so cheira a desvio de dinheiro publico. 4 opiniões
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Elias Vicente de Souza (29) 17/03/2009 09h42
Elias Vicente de Souza (29) 17/03/2009 09h42
No caso brasileiro, nunca fui favorável à reeleição, particularmente entendo que a sociedade de uma forma geral não está preparada para participar do processo político com a lisura que cabe a cada cidadão. Estamos cansados de ver casos de abuso de poder, uso da máquina pública para eleição dos "ungidos" do governo, seja ele qual for. A reeleição já foi um erro, agora, alguns "inteligentes" estão pensando também em um terceiro mandato para Lula, será que isso aqui está virando mais uma Venezuela da vida? 14 opiniões
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