Brasil
07/02/2008 - 08h41

Nova TV Pública dobra gastos diários em relação à Radiobrás

da Folha de S.Paulo, em Brasília

A TV Brasil, emissora lançada pelo governo federal há quatro meses e cuja criação ainda depende de votação pelo Congresso, estreou gastando alto no cartão corporativo.

A nova rede gastou com cartão R$ 14.505 em um período de 83 dias entre 10 de outubro de 2007, quando foi criada por medida provisória, e 31 de dezembro. A média diária, de R$ 174,75, é mais que o dobro da registrada antes da MP pela antecessora, a Radiobrás, cuja despesa de janeiro a outubro ficou em R$ 21.120.

Em 2007, todos os gastos, antes ou depois da nova emissora, foram feitos em dinheiro vivo, por meio de saques de oito servidores administrativos da Radiobrás. O destino do dinheiro não é aferível.

No Portal da Transparência, os cartões que bancam os gastos da nova TV ainda aparecem em nome da Radiobrás. Isso porque, apesar de a MP dizer que a antiga empresa fica incorporada à nova, isso ainda depende de uma assembléia e uma auditoria, o que deve ocorrer ainda neste semestre. O governo espera a aprovação da MP pelos parlamentares.

A votação na Câmara deve ocorrer até o final do mês e sua aprovação deve ser tranqüila. No Senado, a oposição decidiu centrar fogo na nova emissora.

"O que aconteceu no final do ano passado é provavelmente já o efeito da nova TV Brasil. O aumento no gasto é decorrência do aumento das atividades, sobretudo jornalísticas, da nova emissora", disse José Roberto Garcez, presidente da Radiobrás --que ainda não está formalmente extinta, o que dependerá de uma assembléia a ser feita neste semestre.

No seu primeiro ano, a TV Brasil terá orçamento de cerca de R$ 350 milhões, mas o valor pode aumentar. O relator da MP, deputado Walter Pinheiro (PT-BA), cogita destinar à emissora parte dos recursos do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações), que arrecada R$ 2 bilhões por ano.

Segundo Garcez, os saques com os cartões se destinam unicamente a financiar viagens para trabalho jornalístico. Os cartões começaram a ser usados na empresa em março de 2006. Naquele ano foram registrados pagamentos usando o cartão. Um deles, no valor de R$ 36, foi feito na PB Colchões, loja em Brasília. Segundo um atendente, apenas colchões são comercializados na loja. Garcez disse que não sabia o motivo do gasto e que iria verificar.

Procurada pela Folha, Tereza Cruvinel, presidente da Empresa Brasil de Comunicação, nome oficial da TV pública, disse que a explicação para os gastos cabe apenas à Radiobrás. Segundo ela, a sua empresa não tem cartões.

Comentários dos leitores
ROBERTO RODRIGUES (8) 09/06/2008 01h07
ROBERTO RODRIGUES (8) 09/06/2008 01h07
Para que uma tv pública? Um País como o Brasil não pode gastar e esbanjar dinheiro com tv, afinal o governo pode usar todas as tv's graciosamente sempre que precisar falar aos cidadãos brasileiros, como ocorreu esta semana com o novo ministro, que aliás usou muito mal o seu tempo, pois melhor é agir, ter atitudes do que ficar ameaçando os que desmatam ilegalmente. alías, quem desmata legalmente faz isso com que direito, se já existem vastas florestas de madeira de reflorestamento para ser usada para todos os fins, e as madeiras da amazônia são tipo exportação, para os nobres da europa. Certamente será mais um instrumento para o governo atual e futuros falar suas inverdades.
TV PÚBLICA É MAIS UMA VERGONHA PARA O BRASIL!
PAÍS ONDE AS MÍLICIAS TEM O PODER DE EXTIRPAR OS BANDIDOS E TRAFICANTES DAS FAVELAS E O GOVERNO NÃO TEM SOLUÇÃO, E AI SE REPETE O MESMO, AS MILÍCIAS VIRAM OS BANDIDOS E TUDO POR INCOMPETENCIA DOS NOSSOS POLÍTICOS E GOVERNANTES, QUE NÃO TEM O MESMO INTERESSE QUE TÊEM PARA CRIAR TV'S PÚBLICAS, PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DE SEGURANÇA, MORADIA, SAÚDE E ETC. GIL É TAMBÉM UMA VERGONHA COMO MINISTRO. FORA FORA FORA DEMAGOGOS HIPÓCRITAS. TÔ CHEIO
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Carlos jr (3) 28/04/2008 20h57
Carlos jr (3) 28/04/2008 20h57
E estas pessoas sabem o que é povo?
Certa vez um dirigente da antiga União Soviética resolveu construir uma casa de shows com o melhor da vida noturna Russa em uma colônia de férias para seus camaradas, a casa teria tudo para dar certo, entretanto a boate não deu certo e o dirigente e seus assessores não entendiam o porquê do fracasso, a casa era construída na melhor praia do Mar negro onde era servido o melhor caviar do Cáspio e o incomparável Brut da Criméia. Enfim, tudo de melhor, inclusive as dançarinas que eram todas altas funcionaria com pelo menos 40 anos de serviços dedicados a causa comunista.
"Enfim o povo não sabe o que quer", concluiu o dirigente soviético.
1 opinião
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Saulo Mundim Lenza (163) 25/04/2008 22h00
Saulo Mundim Lenza (163) 25/04/2008 22h00
RIBEIRAO PRETO / SP
Ora pois, a Tereza Cruvinel tem mesmo que defender essas mamata, afinal esta senhora faz parte desse negócio imundo. sem opinião
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