Chinaglia admite dificuldade para instalação de CPI mista dos Cartões
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), admitiu nesta quinta-feira que há dificuldades políticas para a instauração de uma CPI mista --integrada por deputados e senadores--, como defende a oposição para investigar o uso dos cartões corporativos. Segundo ele, na disputa pelas investigações sobre supostas irregularidades no uso de cartões de crédito corporativo, o governo ultrapassou a oposição.
"Nesta corrida, o governo saiu na frente", disse ele se referindo à iniciativa do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) tomar a iniciativa de protocolar o requerimento pedindo a criação da CPI.
De acordo com Chinaglia, não há empecilhos técnicos ou regimentais para barrar a CPI mista, nos moldes do proposto pelos partidos oposicionistas. Mas ele lembrou que "dificilmente" duas comissões parlamentares para investigação de um mesmo assunto tramitarão simultaneamente.
"A CPI mista é tecnicamente possível, mas politicamente difícil. Vai se estabelecer com isso uma disputa política", afirmou Chinaglia.
Para ele, uma alternativa para a oposição seria defender a instauração das investigações na Câmara, como o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), fez ao pedir a instauração da comissão integrada apenas por senadores.
Transparência
Ao defender o uso dos cartões de crédito corporativo, definindo alterações como as estabelecidas pelo governo, Chinaglia descartou a hipótese de substituir o sistema utilizado na Câmara --de repasse de verba indenizatória no valor de R$ 15 mil.
Para ele, o sistema em uso na Casa permite a transparência sobre as despesas dos 513 deputados. Segundo ele, todos os dados referentes a gastos com verba indenizatória podem ser acessados pelos interessados.
"Está tudo claro. Os dados podem ser acessados em qualquer computador. O cidadão e a imprensa têm acesso", disse Chinaglia, que pretende colocar em prática uma medida que permite o acompanhamento a execução orçamentária em tempo real.
Porém, as notas fiscais apresentadas pelos parlamentares não estão disponíveis para checagem. Chinaglia disse que isso ocorre porque o material deve ser avaliado por técnicos da Câmara. Segundo ele, para revelar as notas deve haver respaldo legal --que ele deu a entender não existir.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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