Governistas manobram para ficar com relatoria da CPI dos Cartões
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Senadores governistas se articulam para garantir o comando da CPI dos Cartões Corporativos na tentativa de evitar que as investigações arranhem ainda mais a imagem do governo federal --desgastada pelas denúncias de irregularidades com o uso dos cartões. A Folha Online apurou que os governistas vão brigar pela relatoria da comissão, embora admitam compartilhar a presidência com a oposição.
Oficialmente, senadores da base aliada do governo negam que estejam se articulando para garantir a relatoria da comissão. Nos bastidores, porém, participam de intensas negociações com o objetivo de evitar que o cargo fique nas mãos do DEM ou PSDB.
"A praxe é o entendimento entre os partidos. Mas já houve casos de ficar o comando de CPIs com a base aliada, inclusive em governos anteriores", disse o líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO).
O senador Romero Jucá (PMDB-RR), autor do requerimento de instalação da CPI, disse estar disposto a negociar com a oposição. Mas não descartou manter a posse da relatoria. "Eu defendo que seja um entendimento. A praxe aqui é de rodízio: um cargo para a oposição, outro para o governo."
A relatoria é o cargo mais cobiçado pelos governistas porque cabe ao relator conduzir as investigações sobre supostas irregularidades no uso dos cartões corporativos. Com a relatoria em mãos, os aliados poderão "blindar" eventuais informações que supostamente possam comprometer o Palácio do Planalto --uma vez que a oposição promete lutar pela divulgação completa dos gastos com cartões corporativos.
"O governo alega que não pode revelar dados para garantir a segurança do Estado. Mas a CPI será insuficiente se os documentos não forem analisados pelos parlamentares", criticou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Raupp não descarta indicar um nome da legenda para a presidência ou a relatoria da CPI, mas disse não estar disposto a entrar na briga pelo comando dos trabalhos. "De um lado está o PT, de outro a oposição. Nós estamos no meio do caminho, apesar de integrarmos a base aliada do governo. Ainda temos que discutir os cargos", afirmou.
No total, a CPI será integrada por 11 senadores. A expectativa é que os partidos aliados do governo indiquem seis parlamentares para a comissão, enquanto a oposição fique com as outras cinco vagas --uma delas que pode ser cedida para os partidos "nanicos" do Senado. Das seis cadeiras de partidos governistas, o PMDB deve indicar três senadores para compor a comissão.
A oposição vai insistir na instalação da uma CPI mista (com deputados e senadores), já que a comissão proposta por Jucá foi orientada pelo governo federal --que defende as investigações desde 1998, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
Informações
Dias ameaça recorrer à Justiça para ter acesso integral aos gastos do governo com os cartões corporativos. O tucano apresentou, em 2006, requerimento com o pedido de informações com teor semelhante, mas até agora a Mesa Diretora do Senado não decidiu se encaminhará o pedido de Dias ao governo federal.
O presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), prometeu incluir o requerimento na próxima reunião da Mesa Diretora --que deve ocorrer até o final do mês. "Eu pedi o reencaminhamento desse requerimentos com o prazo de 10 dias para resposta. Se não houver resposta do governo, moverei uma ação judicial", ameaçou.
Na opinião do senador Tião Viana (PT-AC), o governo não pode expor todos os gastos do governo à população por questões de segurança do Estado. "Ninguém tem o direito de expor a segurança do presidente por falso moralismo, para ganhar voto. Devemos ter o limite do que é segurança do Estado", afirmou.
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Especial


Pela lógica, as fichas para corrupção do PT vem da éra FHC ou Serra?
Uma equação um tanto estranha para justificar as falcatruas do PT.
A culpa é de Serra entao?
[]s
Eduardo.
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Ainda veremos muito tucano e demos pfl na cadeia e o povo paulista, mineiro, gaúcho pedindo desculpas por tamanha ignorância...!!!
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